Especialistas contam como a IA impacta o mercado de trabalho em Goiás. Descubra quais profissões correm risco e quais continuarão no futuro.
Um estudo da Microsoft revela que profissões que exigem esforço físico, contato direto com pessoas e precisão manual têm menos chances de serem substituídas pela inteligência artificial (IA). Em Goiás, especialistas reforçam que, apesar das mudanças tecnológicas, muitas funções continuarão essenciais.
Segundo a consultora de RH Cláudia Tereza da Silva, atividades repetitivas e com pouco contato humano estão entre as primeiras a serem impactadas. Ela cita como exemplos a triagem de currículos, trabalhos administrativos e até a venda de seguros simples, que já podem ser executados por sistemas digitais.
No entanto, funções que exigem habilidade prática e presença física, como limpeza, mecânico, funilaria e pintura, ainda permanecem distantes de uma substituição total. Já motoristas, no futuro, podem perder espaço para carros autônomos e drones.
Cláudia ressalta que, em vez de temer a inteligência artificial, é fundamental aprender a usá-la como aliada. “Um analista de marketing que sabe usar IA consegue criar campanhas e relatórios mais rápido, o que é essencial em setores com pouca mão de obra”, explica.
No setor de Recursos Humanos, por exemplo, a IA pode organizar dados e liberar o profissional para se dedicar ao que realmente importa: decisões estratégicas e relacionamento com pessoas.
Para o superintendente de Inovação do Hub Goiás, Johnny Laranjeira, a chegada da IA pode ser comparada à Revolução Industrial. Assim como as máquinas substituíram muitas tarefas manuais, agora a IA transforma processos digitais, mas ainda precisa do lado criativo e humano.
Ele lembra que atividades como telemarketing e pré-venda já estão em declínio devido ao atendimento automatizado. Por outro lado, funções como auxiliar de enfermagem e coleta de sangue estão longe de serem totalmente automatizadas, principalmente devido ao alto custo de desenvolvimento de máquinas para isso.
Segundo Johnny, a chave está em adaptação e atualização constante. “A tecnologia transforma o trabalho, mas não o elimina. As profissões mudam com o tempo. O profissional precisa se atualizar para continuar competitivo”, diz.
Ele reforça que o ideal é unir criatividade humana e a rapidez das ferramentas digitais, aproveitando o melhor dos dois mundos.