Empresa do Grupo José Alves investe R$ 100 milhões para colocar em operação a sua fábrica de suplementos e vitaminas.

A Vitamedic, indústria farmacêutica do Grupo José Alves (GJA), inicia um novo capítulo em sua trajetória ao colocar em operação a sua fábrica de suplementos e vitaminas em Anápolis (GO). A unidade entra na fase pré-operacional nos próximos meses até alcançar plena capacidade industrial.
O projeto consolida um ciclo de R$ 100 milhões em investimentos, que inclui R$ 70 milhões diretamente na nova planta. Sendo R$ 35 milhões em obras, máquinas e utilidades (excluindo terreno), R$ 25 milhões destinados ao lançamento e à internalização de aproximadamente 200 SKUs entre 2025 e 2026. Além de R$ 10 milhões em marketing e trade.
Somam-se ainda R$ 30 milhões aportados na planta de efervescentes inaugurada em outubro de 2023, integrando Capex, P&D e ações de mercado.
A principal marca do portfólio é a TrustFuel, lançada em 2023 e posicionada para consumidores de alta renda como plataforma de inovação e leitura de mercado. A planta também permitirá o desenvolvimento de novas linhas de combate, que serão lançadas conforme a escala industrial amadurecer.
Segundo João Ricardo Alves, diretor do Grupo José Alves, a companhia está transformando aprendizado em estratégia industrial. “Passamos os últimos anos entendendo canais, comportamento e padrões de consumo. Ao verticalizar, a Vitamedic transforma velocidade em vantagem competitiva, qualidade em confiança e eficiência em crescimento sustentável”, disse.
A decisão de produzir internamente representa um avanço logístico e regulatório. De acordo com o executivo, a fabricação própria reduz camadas da cadeia, padroniza formulações e amplia o controle regulatório. Atributos críticos para um mercado que exige estabilidade sensorial, conformidade e previsibilidade. A expectativa é que, em plena operação, a nova unidade eleve o faturamento anual da Vitamedic em mais de 30%.
A estratégia industrial prevê que a unidade opere 24 horas por dia, 7 dias por semana, a partir do fim de 2026 ou início de 2027. A capacidade instalada permitirá fabricar 1,5 milhão de unidades comerciais por mês. Abrangendo formatos de alta adesão como gummies sem açúcar, pós e solúveis, géis comestíveis, cápsulas, sachês e sticks.
Produtos como barrinhas e bebidas seguem terceirizados por ora — a internalização ocorrerá quando a demanda justificar escala. O modelo preserva o foco no ganho de margem por meio da verticalização, estimando-se incremento de 15 a 20 pontos percentuais no EBITDA, compra direta de insumos e mitigação de riscos associados a terceiros.
A nova planta também está em processo de certificação pelo FDA, além de passar por comitês de modalidades esportivas para garantir ausência de substâncias consideradas doping.