Reajuste do salário-mínimo elevará a contribuição do MEI em 2026. Entenda impactos, benefícios e orientações.

O aumento do salário mínimo para R$ 1.621 a partir de janeiro de 2026 trará impactos diretos para os Microempreendedores Individuais (MEI). Com a atualização anual prevista em lei, o valor do Documento de Arrecadação do Simples Nacional (DAS-MEI) será reajustado e começará a valer nos boletos com vencimento em 20 de fevereiro de 2026.
Com mais de 676 mil MEIs ativos, segundo dados da Junta Comercial de Goiás (Juceg), o estado lidera o número de microempreendedores na Região Centro-Oeste.
Segundo o Conselho Regional de Contabilidade de Goiás (CRCGO), as contribuições mensais passarão a variar entre R$ 82,05 e R$ 87,05, de acordo com o tipo de atividade exercida.
O cálculo considera 5% do novo salário-mínimo, destinado ao INSS, acrescido de tributos fixos: R$ 1 para atividades de comércio e indústria (ICMS) e R$ 5 para prestadores de serviços (ISS). Para empreendedores que atuam nas duas frentes, o adicional é de R$ 6.
A presidente do CRCGO, Sucena Hummel, explica que o valor reduzido da contribuição é uma das principais vantagens do regime simplificado. Mas alerta para a necessidade de atenção ao enquadramento correto.
“É essencial que o MEI observe sua área de atuação para identificar corretamente os acréscimos no DAS. O suporte técnico de um contador garante o cumprimento das obrigações fiscais e previdenciárias, sobretudo em um momento de ajustes”, afirma.
Além de manter a regularidade fiscal, a contribuição mensal assegura ao microempreendedor direitos previdenciários como aposentadoria por idade, auxílio-doença, aposentadoria por invalidez, salário-maternidade e pensão por morte. “Manter as contribuições em dia é fundamental para que o MEI não perca direitos e garanta proteção social”, reforça Hummel.
O valor mensal, calculado com base em 12% do salário-mínimo, ficará entre R$ 202,42 e R$ 207,42, variando conforme o tipo de carga e incidência de ICMS e ISS.