No Brasil, a prévia da inflação oficial fecha o ano em queda, com alta de 4,41%, dentro da meta do BC.

Goiânia registrou a quarta maior prévia de inflação no acumulado do ano no país. Em 2025, Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 4,48%, variação superior à média nacional (4,41%).
A capital goiana ficou atrás apenas de São Paulo (4,94%), Porto Alegre (4,87%) e Brasília (4,61%). De acordo com informação divulgada nesta terça-feira-feira (23/12) pelo Instituto de Geografia e Estatística (IBGE.
No ano, quase todos os grupos registraram aumentos, com destaque para habitação (10,64%), por causa principalmente da alta das tarifas de energia elétrica; vestuário (7,45%); educação (5,85%); despesas pessoais (5,69%); saúde e cuidados pessoais (4,80%); transportes (3,69%) e alimentação e bebidas (1,62%).
A prévia da inflação oficial de dezembro no país ficou em 0,25%, levando o acumulado em 12 meses a 4,41% — dentro da banda de tolerância da meta do Banco Central. É o segundo mês consecutivo em que o indicador permanece no intervalo permitido, após meses de pressão inflacionária ao longo de 2025.
O movimento confirma a leitura mais recente do mercado: o Boletim Focus do BC projeta inflação de 4,33% ao fim de 2025, também dentro da meta.
Apesar da melhora recente, a inflação passou boa parte do ano acima do centro da meta. Fator que sustentou a decisão do Comitê de Política Monetária de manter a Selic em 15% ao ano, o maior patamar desde 2006.
O aperto monetário ajuda a conter preços ao esfriar a demanda, mas cobra custo em investimento e emprego.
Seis dos nove grupos pesquisados tiveram alta no mês. O principal vetor foi Transportes (0,69%), com impacto de 0,14 p.p.. Puxado sobretudo por passagens aéreas (+12,71%); transporte por aplicativo (+9%) e combustíveis (+0,26%).
Embora alimentação e bebidas tenham subido 0,13%, a alimentação no domicílio recuou 0,08% — sétimo mês seguido de queda. No acumulado do ano, habitação (6,69%) foi o grupo de maior impacto, impulsionado pela energia elétrica residencial (+11,95%).
Em suma: a prévia de dezembro consolida a desinflação gradual no fim do ano e reforça a expectativa de inflação dentro da meta em 2025. Mas não altera, no curto prazo, o cenário de juros restritivos, dada a cautela do Banco Central.