sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026
Goianos pagaram R$ 83 bilhões em impostos em 2025

Goianos pagaram R$ 83 bilhões em impostos em 2025

Conforme o Impostômetro, da ACSP, o valor é recorde no estado. Os brasileiros pagaram R$ 3,87 trilhões no ano passado.

5 de janeiro de 2026

Painel do Impostômetro marca o total de impostos que os brasileiros pagaram em 2025

Os contribuintes goianos pagaram R$ 83,084 bilhões em impostos, taxas e contribuições em 2025. De acordo com o Impostômetro, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP). O valor é 9,7% maior que o recolhido em 2024 (R$ 75,5 bilhões).

Esse montante representa o total de impostos, taxas e contribuições pagos pelos contribuintes em Goiás aos governos federal, estadual e municipais no ano passado. Incluindo multas, juros e correção monetária.

Os brasileiros fecharam o ano de 2025 pagando uma marca histórica de taxas e impostos. Foram R$ 3,87 trilhões. Em comparação com o mesmo período do ano passado, quando o Impostômetro registrou R$ 3,6 trilhões, houve aumento de 10,56%.

Carga tributária

Conforme Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, esse aumento é decorrente de uma combinação de fatores que impulsionaram a arrecadação tributária. Entre eles, destacam-se a tributação de fundos exclusivos e offshores e mudanças na tributação de incentivos (subvenções) realizadas pelos estados.

Ressalta também a retomada da tributação do PIS e COFINS sobre combustíveis, tributação das apostas (Bets), impostos sobre encomendas internacionais (taxa das blusinhas), reoneração da folha de pagamento, fim de benefícios fiscais para o setor de eventos (Perse), aumento das alíquotas do ICMS e do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF).

No entanto, os economistas alertam os contribuintes para ficarem atentos e cobrarem medidas de redução dos gastos. Pois a reforma tributária aprovada irá trazer novos aumentos de impostos.

Cálculo

Para o levantamento das arrecadações federais a base de dados utilizada é a Receita Federal, do Tesouro Nacional, da Caixa Econômica Federal, do Tribunal de Contas da União e do IBGE.

As receitas dos estados e do Distrito Federal são apuradas com base nos dados do Conselho Nacional de Política Fazendária, das Secretarias Estaduais de Fazenda (Confaz), Tribunais de Contas dos Estados e Tesouro Nacional.

Wanderley de Faria é jornalista especializado em Economia e Negócios, com MBA em Derivativos e Informações Econômico-Financeiras pela FIA/FEA/USP - BM&FBovespa

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