segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Preços de imóveis sobem 11,5% em Goiânia

Preços de imóveis sobem 11,5% em Goiânia

O custo médio do metro quadrado em Goiânia (R$ 8.139) foi o 8º maior do país entre as capitais no ano passado.

7 de janeiro de 2026

Comprar um imóvel residencial ficou 11,5%, em média, mais caro no ano passado em Goiânia. O preço médio do metro quadrado na capital goiana ficou em R$ 8.139, de acordo com o Índice FipeZAP.

O resultado coloca Goiânia acima da média nacional (6,52%) e como a oitava capital com a maior valorização em 12 meses. À frente de São Paulo (6,56%), Rio de Janeiro (3,13%) e Brasília (3,71%).

A valorização também superou o IPCA-15, considerado a prévia oficial da inflação, que acumulou alta de 4,18% no período. O desempenho foi ainda superior ao IGP-M (Índice Geral de Preços-Mercado), que registrou queda de 1,05% em 12 meses.

A pesquisa FipeZAP acompanha o comportamento dos preços de venda de imóveis residenciais em 56 das principais cidades do país.

Valorização

Ao EMPREENDER EM GOIÁS, o diretor de Pesquisas e Estatísticas da Ademi-GO, Credson Batista, destaca que os valores do FipeZAP refletem os preços praticados nos anúncios da plataforma. Segundo os dados estão alinhados ao comportamento observado no mercado imobiliário local, especialmente no segmento de imóveis novos.

De acordo com dados da entidade, entre janeiro e setembro de 2025, o metro quadrado dos imóveis comercializados pela primeira vez em Goiânia registrou valorização de 13%. “É uma tendência que vem se repetindo há três anos consecutivos. De 2022 a 2024, o mercado imobiliário de Goiânia teve valorização próxima de 20% ao ano”, afirma.

Credson acrescenta que o preço médio do metro quadrado na capital, considerando todos os bairros, já alcança cerca de R$ 10.650. Em regiões mais demandadas, como os setores Marista, Jardim Goiás, Oeste e Bueno, a média se aproxima de R$ 12.500, com registros pontuais acima de R$ 18 mil por metro quadrado.

“Esses valores refletem não apenas a procura, mas também mudanças estruturais que afetam a oferta”, explica.

Análise

O presidente do Secovi Goiás, Antônio Carlos, pondera que a alta percentual do índice não significa, necessariamente, que Goiânia tenha um metro quadrado elevado em termos absolutos. “Durante muito tempo, o nosso m² foi muito baixo. O que estamos vendo agora é uma aproximação de um patamar mais compatível com o custo de produção, que ainda considero baixo”, avalia.

Segundo ele, a composição do índice também influencia o resultado. “Misturar o metro quadrado do Minha Casa, Minha Vida com o de imóveis de alto padrão acaba mascarando o índice. O MCMV tem preços limitados pelo programa, enquanto no alto padrão prevalece a lei da oferta e da procura”, afirma.

Antônio Carlos acrescenta que o volume de vendas do MCMV pode ter tido peso relevante no indicador. “Dependendo da quantidade de imóveis deste segmento listados, o índice varia. É possível que tenhamos tido muitas vendas do MCMV no período, o que influencia o resultado final”, diz.

Ainda assim, ele reconhece que o mercado imobiliário de Goiânia segue aquecido, com destaque para o alto padrão. “Houve crescimento real nesse segmento, além do surgimento de novas regiões, especialmente na região norte da cidade, que passaram a receber lançamentos de médio e alto padrão”, aponta.

Saiba mais: Goiânia registra R$ 4,1 bilhões em vendas de imóveis em 2025

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