
Conhecido por sua força no agronegócio, o estado de Goiás foi o terceiro maior produtor de grãos do país em 2025, ao registrar a produção de 38,9 milhões de toneladas, de acordo com levantamento divulgado nesta quinta-feira (15) pelo do IBGE.
As terras goianas foram responsáveis por 11,3% da produção nacional e ficaram atrás apenas de Mato Grosso (32%) e Paraná (13,5%). Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, respectivamente, que fecharam o top 5.
A região Centro-Oeste segue com amplo domínio frente às demais no quesito produção de grãos. Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul são responsáveis por mais da metade da produção nacional (51,6%).
Safra recorde
Em 2025, a safra de soja registrou números recordes em Goiás. O Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA) do IBGE estimou mais de 20,3 milhões de toneladas do grão produzidas, o que configura um aumento de 19,6% em relação a 2024. O resultado foi alcançado por conta do aumento da área plantada (3,1%) e pelo avanço do rendimento (15,9%).

Outros aumentos expressivos foram no feijão e no milho. A terceira safra do feijão registrou aumento de 14,7% e a segunda safra do milho sonoros 23,7%. Ambos têm aumentos estimados por terem suas áreas plantadas crescidas e rendimentos aumentados.
Sorgo
Já o sorgo teve produção estimada de 1,5 milhão de toneladas, um aumento de 20,7% em relação ao ano anterior. A cana-de-açúcar também teve produção expressiva em terras goianas. Foram mais de 84 milhões de toneladas, um aumento próximo a 6%.

Desafios
Apesar dos números recordes em 2025, o IBGE prevê que as safras sofrerão queda em Goiás durante 2026. Levando em conta todos os tipos de grãos, a redução esperada é de 8%. Ou seja, a produção que em 2025 foi superior a 38,9 milhões de toneladas deve ficar chegar a 5,8 milhões. As maiores reduções estimadas são na segunda safra do feijão (45%) e no trigo (17,6%).
A soja deve recuar em uma porcentagem parecida com a dos grãos. Para a leguminosa, que tem a maior área plantada, a produção deverá ser de 5,07 milhões de toneladas, uma redução de 7,9% em relação ao resultado de 2025, que foi de 5,11 milhões de toneladas. Em contrapartida, espera-se uma alta de 9,3% da produção da cana-de-açúcar, já que sua área de plantio vai aumentar em 13% aproximadamente.