Especialistas em economia e planejamento financeiro ouvidos pelo EMPREENDER EM GOIÁS indicam as melhores opções para investir seu dinheiro.

Para aqueles que estão com um fôlego financeiro, o início do ano é um momento importante para refletir sobre o que vai acontecer e como isso vai influenciar onde colocar o dinheiro. Em 2026, teremos Copa do Mundo no primeiro semestre e, no segundo, teremos período eleitoral. Ainda por cima, Brasília começou o ano agitada com a situação do Banco Master. Diante disso, onde investir neste ano?
Especialistas em economia e planejamento financeiro indicam a renda fixa como um dos melhores investimentos para 2026, principalmente pela manutenção da alta da Taxa Selic. Fora do mercado financeiro, investimentos no agronegócio e em imóveis também são boas opções para o ano.
Uma das principais estratégias, porém, é a diversificação. Para os especialistas, é importante não deixar todo o patrimônio à mercê de uma única circunstância e diversificar os prazos, tipos, rendimentos e até países dos investimentos.
De acordo com Cássio Souza, Planejador e Consultor Financeiro, este é o ano de “travar” a rentabilidade. Com a SELIC elevada, os ativos pré-fixados são os grandes protagonistas. Esses ativos permitem ganhos de dois dígitos por vários anos e por isso são consenso entre economistas. O fato reflete também no Boletim Focus do Banco Central.
“Digo isso principalmente por ser ano eleitoral, onde o governo costuma fazer algumas manobras fiscais, políticas e monetárias para favorecer os candidatos que estão no poder. Algo muito similar aconteceu com o corte dos impostos dos combustíveis 4 anos atrás, então é natural o governo tomar algumas decisões neste momento com os juros elevados do país”, afirmou Cássio.
Para José Mário Carvalho, educador financeiro da Clínica de Finanças, os pré-fixados são ótimos porque durante todo o período de duração da aplicação, a rentabilidade continua sempre a mesma, ainda que o mercado sofra oscilações.
Ainda que os investimentos em renda fixa sejam boas opções, é importante diversificar. Além disso, é preciso entender que o investimento certo depende do investidor.
“Não existem investimentos em alta para ano nenhum. Existem investimentos que combinam com seu perfil de investidor e seus objetivos financeiros, seja em curto, médio ou longo prazo”, afirmou Karine Terra, gestora financeira e educadora financeira especializada em economia comportamental para o público feminino.

O custo de oportunidade e a inflação são os principais perigos do ano. Deixar valores vultosos na poupança ou em contas que rendem menos que o CDI é perder dinheiro silenciosamente.
Para José Mario, também é preciso ter cuidado com a Bolsa de Valores: “Hoje ela está num patamar de recorde histórico e há boa chance de essa escalada não repetir o desempenho do ano passado”, afirmou.
Para Karine Terra, é importante estar alinhado aos seus próprios objetivos. O caminho mais fácil para perder dinheiro é apostar em investimentos que você não conhece apenas por receber indicações de outros. “Os melhores investimentos são aqueles que você conhece e que você estudou para que isso possa repercutir de forma positiva no seu planejamento financeiro”.
Para Roberta Almeida, planejadora financeira e sócia da Garten Capital | XP Investimentos, o mercado imobiliário é uma boa em 2026. “O setor imobiliário está crescendo muito. Existem boas oportunidades para quem tem visão de longo prazo. Pode ser uma boa estratégia ter uma gestão e um planejamento de um consórcio imobiliário. Mas isso depende do investidor”, afirmou.
Com a digitalização total do consumo, galpões logísticos e imóveis de alto padrão em regiões consolidadas mantêm valorização real e proteção contra crises sistêmicas. É o investimento tangível que o brasileiro confia.
Para Cássio Souza, o investimento no agronegócio também traz oportunidades. “Investir diretamente em melhorias produtivas, como sistemas de irrigação e energia fotovoltaica, traz um retorno sobre o capital que muitas vezes supera a bolsa”, afirmou.

A diversificação é uma constante na fala de todos os especialistas financeiros e economistas para 2026. Para Roberta Almeida, manter a diversificação com ativos de qualidade e foco no valor de longo prazo segue sendo a melhor estratégia diante dos desafios para os próximos anos.
“É importante ter uma diversificação, estar alinhado com o perfil do investidor, proteger o patrimônio da inflação e ter um alinhamento de prazos”, disse Almeida.
Cássio Souza indica uma diversificação para 2026 com 60% em renda fixa, 30% fundos imobiliários e os 10% restantes em ativos de oportunidade. O objetivo é equilíbrio e proteção do patrimônio.
Já José Mário indica que as “caixinhas” que alguns bancos eletrônicos estão oferecendo a seus clientes também são boas opções, já que são próximas à Selic. No entanto, servem para valores até R$10 mil. Aplicações mais robustas merecem consulta em bancos e corretoras para comparar taxas.