sexta-feira, 30 de janeiro de 2026
Artesã goiana transforma reaproveitamento em negócio global

Artesã goiana transforma reaproveitamento em negócio global

Rosa CanaBrasil transformou a bricolagem e o reaproveitamento de materiais em um negócio internacional, levando acessórios artesanais de Goiás a 25 países.

25 de janeiro de 2026

Rosiméria Pimentel: “Desde criança eu gostava de fazer pulseiras e colares”

Rosiméria Pimentel adotou o nome artístico Rosa CanaBrasil para traduzir sua trajetória pessoal e profissional. Artesã e empreendedora, ela trabalha com bricolagem e reaproveitamento de materiais. Atividade que se tornou sua principal fonte de renda a partir de 2014.

O contato com o trabalho manual começou cedo. “Desde criança eu gostava de fazer pulseiras e colares. Com oito anos já produzia algumas peças”, conta ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Durante anos, no entanto, seguiu outro caminho profissional. Atuava como educadora social em uma empresa multinacional quando decidiu deixar o emprego formal para investir no próprio negócio.

Virada

A virada aconteceu após um pedido pontual. “Minha cunhada, que é fotógrafa, pediu algumas peças para um ensaio. Depois disso, outras pessoas começaram a procurar. Foi quando decidi apostar nesse talento”, relembra.

Assim surgiu a marca Bricó Reprô. “Na época, meu namorado, hoje meu esposo, me apoiou muito. Disse que me daria suporte se não desse certo. Com isso, resolvi seguir”, afirma.

Atualmente, Rosa comercializa suas peças de forma online e envia produtos para outros países. “Sempre trabalhei pela internet. O primeiro pedido internacional me deixou insegura, mas fui aprendendo no caminho. Quando não sei fazer algo, procuro quem saiba. Não dá para ter vergonha de pedir ajuda”, diz. Segundo ela, as criações chegam a clientes de 25 países.

O nome artístico também carrega uma história familiar. “Meus pais sempre me chamaram de Rosa. Já o CanaBrasil é o sobrenome da minha avó paterna. Quando ouvi pela primeira vez, achei forte. Resolvi unir os dois”, explica.

“Mesmo sem ter conhecido minha bisavó, esse sobrenome me conecta a uma ideia de resistência e força”, enfatiza.

Consultoria

O contato com consultorias voltadas ao empreendedorismo ocorreu apenas depois que o negócio já estava estruturado. “Eu fiz o caminho inverso. Primeiro testei, errei, ajustei. Quando entendi melhor o que estava fazendo, procurei apoio para organizar tudo”, afirma. Segundo Rosa, esse processo ajudou a aprimorar a atuação no mercado internacional.

Além dos acessórios, Rosa CanaBrasil também desenvolve peças para produções artísticas, como desfiles de moda e espetáculos teatrais. O trabalho é marcado pelo reaproveitamento de materiais que seriam descartados.Para ela, o uso dos acessórios vai além da estética.

“Não é só consumo. É vestir algo que dialoga com quem você é, com suas memórias”, dia. “Muitas pessoas se reconhecem nessas peças.”

Ao falar com quem deseja empreender, Rosa destaca a troca de experiências. “É importante conversar com outras empreendedoras, dividir dificuldades e perceber que os desafios não são individuais”, afirma. “Esses espaços de troca ajudam a fortalecer e a seguir em frente.”

O reconhecimento mais recente veio com o primeiro lugar na etapa estadual do Prêmio Sebrae Mulher de Negócios, na categoria Negócios Internacionais.

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