quinta-feira, 29 de janeiro de 2026
Classes mais altas já representam 84% da população goiana

Classes mais altas já representam 84% da população goiana

Estudo da FGV mostra que quase 1 milhão de goianos passaram para as classes A, B e C entre 2019 e 2024.

26 de janeiro de 2026

Quase 1 milhão de goianos passaram a integrar as classes A, B e C entre 2019 e 2024, consolidando um movimento de ascensão social e fortalecimento da classe média no Estado. Os dados fazem parte de um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV), compilado pelo Instituto Mauro Borges (IMB). Ele mostra a ampliação significativa do contingente populacional nas faixas de renda mais altas.

Segundo a pesquisa, o número de pessoas pertencentes às classes A (renda acima de 20 salários mínimos), B (renda familiar entre 10 e 20 salários mínimos) e C (renda familiar entre 4 e 10 salários mínimos) saltou de 5,2 milhões em 2019 para 6,1 milhões em 2024.

O avanço também aparece na proporção da população dentro dessas categorias. Em 2019, as classes A, B e C correspondiam a 74,6% dos goianos. Já em 2024, essa participação subiu para 83,9%, indicando um crescimento expressivo da renda média no Estado.

O estudo também destaca o comparativo recente. Em 2022, 78% da população nas classes A, B e C. Em 2024, 83,9%. O salto foi de 5,8 pontos percentuais em apenas dois anos, reforçando uma tendência de aceleração da mobilidade social.

Entenda mais

As classes socioeconômicas são utilizadas para organizar a população de acordo com a renda familiar. Confira:

  • Classe C: associada à classe média, com capacidade de consumo e atendimento das necessidades básicas.
  • Classe B: renda mais elevada e maior estabilidade financeira.
  • Classe A: topo da pirâmide, com renda mensal superior a 20 salários mínimos (R$ 32,5 mil).

O avanço dessas faixas é considerado um indicativo de crescimento econômico combinado com melhoria no bem-estar social.

O avanço de quase 1 milhão de goianos para as classes A, B e C evidencia um novo ciclo de fortalecimento da renda e da classe média no Estado. Especialistas apontam que esse movimento tende a gerar impactos positivos no consumo, na formalização do mercado de trabalho e na atração de investimentos.

Saiba mais: Apenas 10% dos goianos concentram mais da metade da renda no estado

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