Unidade deve contar com 40 leitos de alta complexidade e diversas especialidades médicas, como oncologia e hemodinâmica.

Goiânia deve ganhar, até o próximo ano, um novo hospital privado voltado à alta complexidade, com estrutura moderna e foco em tecnologia de ponta. O empreendimento é do grupo NovaMed, liderado pelo médico Júlio Ferro, fundador do antigo Plano América.
A expectativa é que a nova unidade funcione no Jardim América, bairro onde começou a história do grupo 1982. O América Plano de Saúde atendia cerca de 200 mil usuários fixos na Grande Goiânia. Vendido ao Hapvida, a família volta ao ramo dos planos de saúde após um período de restrição contratual.
O hospital integra o projeto de expansão da NovaMed, apresentado durante o lançamento da operadora na capital. A unidade terá 40 leitos de alta complexidade e será especializada em áreas estratégicas como oncologia e hemodinâmica, dois dos segmentos mais sensíveis e demandados da rede assistencial.
A estrutura física prevê 2.300 metros quadrados de área construída, inseridos em um complexo de aproximadamente 5.700 metros quadrados. O projeto inclui “ambientes hospitalares modernos, fluxos assistenciais integrados e equipamentos de alta tecnologia”. Com o objetivo de garantir maior resolutividade nos atendimentos e reduzir a dependência de serviços terceirizados.
Além do hospital, a NovaMed já inicia suas atividades com clínica própria em funcionamento, equipada com pronto atendimento e consultórios médicos. A capacidade estimada é de cerca de 4 mil atendimentos por mês, atendendo desde demandas ambulatoriais até casos de urgência de menor complexidade.
Com a entrada em operação do hospital, a expectativa é ampliar para até 10 mil atendimentos mensais. O investimento no hospital próprio também simboliza o retorno de Júlio Ferro ao mercado da saúde após cumprir integralmente o período de não competição firmado com a venda do Plano América.
Com experiência consolidada no setor, o médico aposta em um modelo que combina gestão próxima, atendimento humanizado e controle de custos. “A saúde não pode ser tratada como um privilégio. Ela precisa ser acessível, eficiente e, acima de tudo, humana”, afirmou o fundador.