A informação é do IBGE, ao destacar que o índice goianiense (0,22%) perdeu apenas para Belém (0,16%)

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,22% no mês de janeiro último em Goiânia. O índice foi o segundo menor do país, perdendo apenas para Belém (0,16%), e ficou abaixo da média nacional (0,33%). Já a inflação acumulado em 12 meses subiu 4,38%.
As informações foram divulgadas nesta terça-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No Brasil, o IPCA subiu 0,33%. Em janeiro, houve alta em todas as 16 localidades, nas quais o IBGE faz o acompanhamento dos preços
Energia elétrica
Em Goiânia, o grupo de Habitação (-0,57%) foi o que mais contribuiu para a desaceleração do índice geral de janeiro (0,22%). O resultado foi pressionado pela queda de 5,12% no preço da energia elétrica residencial, que recuou pelo segundo mês consecutivo. Apesar disso, ainda acumula alta expressiva de 40,49% em 12 meses.
No grupo de Transportes (0,33%), embora o resultado seja de alta, dois subitens se destacaram pelas quedas apresentadas em janeiro: o transporte por aplicativo (-13,75%) e a passagem aérea (-10,02%).
Combustíveis e aluguel
Os grupos de Saúde e cuidados pessoais (0,87%) e de transportes (0,33%) foram os que mais impulsionaram a inflação de janeiro em Goiânia. O primeiro foi influenciado, sobretudo, pela alta do perfume (4,51%).

O segundo teve o impacto do aumento do preço dos combustíveis de veículos (0,97%), com a segunda alta sucessiva. Destaque para o aumento dos preços do etanol (3,34%), cuja alta foi bem maior que a da gasolina (0,51%).
Na contramão, o grupo de Habitação teve recuo de -0,57%. Mas o aluguel residencial, com aumento de 2,21%, se destacou como o subitem que mais elevou a inflação geral da capital. A alta de janeiro deste ano é bem superior à de 2025 (0,28%), contribuindo significativamente para o índice acumulado de 8,95% em 12 meses.
Tomate
O grupo de Alimentação e bebidas, com alta de 0,34%, foi o terceiro com maior impacto na inflação geral do mês. Dentre seus itens e subitens, os destaques de alta ficaram com o tomate (17,66%), que apresentou o segundo aumento consecutivo e o maior desde março (32,12%), e as carnes (1,33%), cujos preços subiram pelo terceiro mês em sequência.
Por outro lado, alguns subitens do grupo contribuíram para desacelerar o índice geral goianiense: frango em pedaços (-3,70%), arroz (-2,20%), pão francês (-1,70%), ovo de galinha (-8,13%) e leite longa vida (-2,10%).