Agropecuária impulsiona geração de empregos em Goiás e encerra 2025 com alta de 166,5%, segundo dados do Novo Caged e IMB.

A agropecuária goiana encerrou 2025 com desempenho expressivo na geração de empregos formais, consolidando-se como um dos principais motores da economia estadual. Segundo dados do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged), validados pelo Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (IMB).
Eles apontam saldo positivo de 2.220 postos de trabalho no setor ao longo do ano. Representa um crescimento de 166,5% em relação a 2024, quando haviam sido criadas 833 vagas líquidas.
O resultado reforça o papel estratégico do agronegócio não apenas na produção e nas exportações, mas também na dinamização do mercado de trabalho em Goiás. Especialmente em regiões com forte vocação agrícola e pecuária.
No acumulado de 2025, o setor registrou 92.953 admissões, avanço de 3,8% frente ao ano anterior. O desempenho também se refletiu no estoque total de empregos formais, que apresentou crescimento de 1,8%, alcançando 124.856 vínculos ativos no encerramento do período.
Segundo especialistas, os números evidenciam a resiliência da agropecuária goiana. Mesmo em um cenário macroeconômico marcado por custos elevados de crédito e desafios climáticos em algumas regiões do país.
Para o secretário de Agricultura, Pecuária e Abastecimento de Goiás (Seapa), Pedro Leonardo Rezende, o aumento significativo no saldo de empregos demonstra o impacto direto das políticas públicas voltadas ao fortalecimento do meio rural. “Em um período de um ano, o saldo de empregos gerados na agropecuária saltou mais de 100%”, afirmou.
Ele cita a estratégia integrada do governo de Goiás. Entre as principais iniciativas em execução estão os cursos de capacitação em crédito rural, o fortalecimento do Serviço de Inspeção Municipal (SIM) — que amplia a comercialização formal de produtos de origem animal — e o estímulo à aplicação dos recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO Rural).
Também fazem parte programas voltados à agricultura familiar e ao aumento da produtividade. Como o Programa de Melhoramento Genético Bovino, projetos de melhoria da qualidade das agroindústrias de pequeno porte e a ampliação da assistência técnica aos produtores.
“A combinação dessas medidas tem contribuído para elevar o nível tecnológico das propriedades rurais, estimular a formalização do trabalho e fortalecer a cadeia agroindustrial, ampliando os efeitos multiplicadores da agropecuária sobre a economia goiana”, diz.
Com forte base produtiva e crescente inserção no comércio nacional e internacional, a expectativa é de que o agronegócio continue desempenhando papel central na geração de renda e empregos em Goiás.
O avanço do setor também tende a impulsionar outros segmentos da economia, como logística, indústria de insumos e serviços especializados, reforçando o ciclo de crescimento regional.