sábado, 14 de fevereiro de 2026
Demanda do setor de segurança do trabalho está em alta

Demanda do setor de segurança do trabalho está em alta

Aumento na demanda por profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho tem aquecido o mercado goiano.

14 de fevereiro de 2026

Houve um aumento de 20% na demanda por profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho

De acordo com o Ministério de Trabalho e Emprego, houve um aumento de 20% na demanda por profissionais de Segurança e Saúde no Trabalho (SST) até 2025. A tendência é de aumentar ainda mais neste ano.

Uma atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1) mudará o Programa de Gerenciamento de Riscos e entrará em vigência em 26 de maio. Uma oportunidade para o surgimento de empresas do setor em Goiás.

A questão é urgente levando em conta a quantidade de acidentes de trabalho. Segundo a plataforma SmartLab, foram mais de 8,8 milhões de acidentes de trabalho no Brasil de 2012 a 2024. Além disso, foram 31.981 notificações de acidentes com morte.

Contexto

A partir de 26 de maio de 2026, a NR1 passará a incluir expressamente os fatores de risco psicossociais no Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO). Esses fatores deverão constar no inventário de riscos ocupacionais, ao lado dos já reconhecidos riscos físicos, químicos, biológicos, de acidentes e ergonômicos.

Os fatores psicossociais no trabalho são situações que envolvem a maneira como as atividades são planejadas, organizadas e executadas. Quando mal conduzidas, essas situações podem prejudicar a saúde mental, física e social dos trabalhadores.

Exemplos incluem metas impossíveis de cumprir, excesso de trabalho, assédio moral, falta de apoio dos chefes, desequilíbrio entre o esforço e a recompensa, entre outros.

Daniel Silva e Gabriel Motta, sócios fundadores da TriEL Safety

Oportunidade

A situação tem se mostrado atrativa para o surgimento de empresas goianas no setor. A TriEL Safety, por exemplo, criada por Daniel Silva, engenheiro mecânico e de segurança do trabalho, e Gabriel Motta, engenheiro mecânico e de segurança do trabalho. Busca suprir a demanda da Segurança no Trabalho.

Para Daniel Silva, a atualização na NR1 tem contribuído positivamente para o mercado. “Várias empresas que antigamente tinham um Programa de Gerenciamento de Riscos desatualizado hoje estão procurando algumas avaliações mais completas para garantir que estão cobrindo esses riscos”. Em sua opinião, trazer à luz um tópico de grande relevância como os fatores psicossociais do trabalho também aumentará a demanda de psicólogos.

“Essas diretrizes da NR1 têm sido fundamentais para que a gente consiga gerenciar o risco de forma mais adequada, então ela aquece o mercado de segurança do trabalho, porque agora os profissionais têm que fazer mais documentos e gerar mais dados para que esse controle seja feito e, ao mesmo tempo, fomenta outros mercados também”, afirmou o sócio fundador da TriEL Safety.

Produtos e serviços

Empresas do ramo podem oferecer uma gama de produtos e serviços. A TriEL Safety, por exemplo, oferece soluções de gestão de riscos ocupacionais para indústrias, comércios e até prestadores de serviço. As soluções são voltadas para gerenciamento de riscos. A empresa faz desde apreciação de riscos até a implementação, com instalação de proteções, dispositivos de segurança, manuais, etc.

De acordo com Daniel, empreender em Goiás no setor tem sido uma experiência positiva. “É difícil encontrar profissionais de qualidade e que entreguem um serviço de excelência que garanta tanto a satisfação do cliente quanto o respaldo legal que ele precisa. Hoje, se você prestar uma consultoria que oriente de fato seu cliente de forma que ele saia totalmente calçado, você vai conseguir serviços posteriores através de indicações”.

Para o futuro, a empresa planeja promover ações para que outras empresas conheçam mais de segurança, principalmente em máquinas e equipamentos. Através da disseminação da informação, muitas vezes ignorada, a TriEL Safety planeja também conseguir mais contratações. ”A gente quer trazer à luz para os empresários a respeito dos riscos que podem estar expostos tanto em relação a fiscalizações quanto em relação aos seus próprios funcionários que estão se expondo diariamente a riscos”, afirmou Daniel.

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