quarta-feira, 4 de março de 2026
Vendas de imóveis chegam a R$ 8,1 bi em Goiânia em 2025

Vendas de imóveis chegam a R$ 8,1 bi em Goiânia em 2025

Para a Ademi-GO, mesmo com a queda de 2% em relação a 2024, o resultado foi positivo por causa dos juros altos

4 de março de 2026

O Setor Marista tem o maior valor de metro quadrado: R$ 13.326

O mercado imobiliário de Goiânia voltou a superar a marca dos R$ 8 bilhões em vendas em 2025, mesmo diante do cenário de juros altos. Segundo dados da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), as vendas somaram R$ 8,1 bilhões no ano passado, frente aos R$ 8,2 bilhões registrados em 2024 – uma queda de 2%.

 “Pelo segundo ano consecutivo, Goiânia vendeu mais de R$ 8 bilhões em imóveis, mesmo em um cenário de juros altos. Esse fato demonstra como o nosso mercado mudou de patamar”, afirma o presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo.

O avanço é ainda mais expressivo quando comparado aos números de poucos anos atrás. Em 2021 e 2022, as vendas foram de R$ 5,4 bilhões e R$ 5,7 bilhões, respectivamente.

“Em apenas três anos, o mercado subiu para o patamar de R$ 8 bilhões, ou seja, um crescimento de aproximadamente 50% no valor das vendas”, destaca o diretor de pesquisas e estatísticas da entidade, Credson Batista.

A redução em relação a 2024 é atribuída principalmente à queda de 6% nos lançamentos, que totalizaram R$ 8,9 bilhões em 2025. Segundo o presidente do Conselho da Ademi-GO, Fernando Razuk, a dinâmica do mercado explica essa oscilação.

“Essa redução ajuda a entender a leve queda nas vendas, já que os novos empreendimentos movimentam mais o mercado por meio da publicidade e atraem a atenção dos compradores”, explica.

Fernando Razuk, Felipe Melazzo e Credson Batista divulgaram o desempenho das vendas de imóveis em Goiânia

Valorização imobiliária

Além do volume de negócios, a valorização imobiliária segue em ritmo acelerado. Em 2025, o preço médio do metro quadrado residencial em Goiânia atingiu R$ 10.531, alta de 13,4% em relação ao ano anterior.

Nos bairros mais valorizados da capital – com destaque para o Marista (R$ 13.326), Jardim Goiás (R$ 12.512),  Oeste (R$ 12.434) e Bueno R$ 12.101,  – o valor médio do metro quadrado se aproxima de R$ 12,7 mil. 

“A valorização dessas regiões ocorre devido à maior oferta de serviços, lazer e conveniência. O Marista se sobressai exatamente por estar localizado entre os demais bairros mais demandados, atendendo a um maior número de adquirentes”, explica Credson Batista.

Solidez

O desempenho de Goiânia também chamou atenção nacional. Para o presidente da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), Renato Correa, o resultado demonstra solidez estrutural.

“Goiânia mostra que mercados fora do eixo tradicional podem crescer com estabilidade. A cidade manteve desempenho consistente em todos os padrões de renda, o que indica base econômica sólida e capacidade de absorção de novos projetos”, avalia.

Para 2026, a expectativa é de novo impulso, com a perspectiva de redução gradual dos juros e maior demanda, especialmente no segmento do Minha Casa Minha Vida. A combinação entre crédito mais acessível e oferta controlada pode manter o mercado aquecido e sustentar o patamar bilionário de vendas na capital pelo terceiro ano consecutivo.

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