terça-feira, 17 de março de 2026
Cresce o número de inadimplentes em Goiás

Cresce o número de inadimplentes em Goiás

As dívidas passam de R$ 5 mil em média. A maioria com os bancos

17 de março de 2026

Conforme a CDL Goiânia, a maioria das dívidas é com os bancos

O número de consumidores inadimplentes em Goiás cresceu 8,36% em fevereiro último na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ou seja, acima da média da Região Centro-Oeste (7,67%), mas abaixo da nacional, que chegou a 10,22% no mesmo período.

As informações são do SPC Brasil, que monitora indicadores de crédito e inadimplência em todo o país. Na comparação mensal, entre janeiro e fevereiro de 2026, a variação foi mais moderada, com alta de 0,04% no número de inadimplentes no estado.

Atraso

Além do crescimento no número de devedores, o volume de dívidas em atraso registrou alta de 16,80% na comparação anual. O percentual ficou acima da média da região Centro-Oeste (15,41%) e ligeiramente abaixo da média nacional (17,76%).

Já na comparação entre janeiro e fevereiro deste ano, o número de dívidas em atraso subiu 1,56% no estado.

Conforme o SPC, cada consumidor inadimplente em Goiás possui em média 2,433 dívidas em atraso, número superior ao registrado na média regional (2,414) e também acima da média nacional (2,295).

Dívida média

O levantamento revela que cada consumidor negativado no estado devia, em média, R$ 5.552,45, considerando a soma de todas as pendências financeiras registradas. 

Mesmo assim, parte significativa das dívidas tem valores menores: 25,86% dos consumidores têm dívidas de até R$ 500; 3, enquanto 61% até R$ 1 mil.

Também chama atenção o tempo médio de atraso das dívidas. Em Goiás, consumidores negativados estão inadimplentes há 29,4 meses em média, o equivalente a cerca de 2,4 anos.

O que fazer

De acordo com o presidente da CDL Goiânia, Gustavo de Faria, o aumento da inadimplência exige atenção tanto do consumidor quanto do comércio, ao destacar  que precisa ser tratada com equilíbrio.

“Muitas vezes o consumidor quer pagar, mas precisa de condições mais adequadas. A renegociação é fundamental para reorganizar o orçamento e permitir que essa pessoa volte a consumir e movimentar a economia”, afirma.

Gustavo de Faria: “O aumento da inadimplência exige atenção tanto do consumidor quanto do comércio”

Orientações

Para os consumidores

  • Priorizar o pagamento de dívidas com juros mais altos
  • Buscar negociação antes que o débito aumenta
  • Organizar o orçamento mensal para evitar novos atrasos

Para o comércio

  • Manter canais abertos de negociação com clientes
  • Oferecer condições facilitadas para regularização das dívidas
  • Utilizar ferramentas de análise de crédito para reduzir riscos

Fonte: CDL Goiânia

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