
A partir do próximo dia 20 de abril, os hotéis de todo o país, incluindo as mais de 39 mil microempresas e empresas de pequeno porte do setor, deverão adotar o modelo digital da Ficha Nacional de Registro de Hóspedes (FNRH).
A medida torna obrigatório o preenchimento online das informações dos clientes e exige adaptação tecnológica por parte dos estabelecimentos. O Ministério do Turismo terá acesso às informações para elaboração de políticas públicas.
A centralização de dados, prevista na Lei Geral do Turismo, permite ao empreendedor ter dados essenciais para a gestão do seu negócio, como compreender com precisão o perfil do visitante, o motivo da viagem e os modais de transporte, gerando inteligência estratégica para ele e para o mercado.
Sem burocracia
Segundo o ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, a implementação do modelo digital vai eliminar processos burocráticos e facilitar o check-in tanto para os empreendimentos quanto para os hóspedes. “Significa uma redução de custos e mais tempo para o hoteleiro focar no que realmente importa: receber bem e com agilidade o turista que visita o nosso país”, destaca.
A ferramenta é 100% online e dispensa o uso de formulários físicos. Quanto ao funcionamento, o armazenamento dos dados passa a ser feito de forma digital e vitalícia nos servidores do Governo Federal.
Como se adequar
Para auxiliar na transição para o modelo digital, o Ministério do Turismo divulgou um vídeo com o passo a passo. O conteúdo completo está disponível para consulta e pode ser assistido neste link – https://www.youtube.com/watch?v=s1JqFCOHGwg
Além do conteúdo audiovisual, o Ministério disponibiliza uma página dedicada exclusivamente a perguntas e respostas frequentes (FAQ), na qual é possível tirar dúvidas sobre a operação do sistema.
Segurança dos dados
A transição para o modelo digital é amparada pela Lei Geral do Turismo. A plataforma, desenvolvida pelo Ministério do Turismo e pelo Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro), segue as regras da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). Os dados são consolidados pelo Ministério sem identificação individual dos hóspedes.