quarta-feira, 18 de março de 2026
Goiás tem 8º maior número de empresas no setor cultural

Goiás tem 8º maior número de empresas no setor cultural

Segundo o IBGE, Goiás contava em 2022 com 20,1 mil empresas e 40,6 mil trabalhadores ligados à cultura.

12 de dezembro de 2025

O setor cultural segue como um componente relevante da estrutura econômica de Goiás, tanto em número de empresas quanto na geração de empregos. Ainda que apresente ritmo de crescimento inferior ao do mercado de trabalho como um todo no estado.

Segundo revelam dados do Sistema de Informações e Indicadores Culturais e do Cadastro Central de Empresas de 2022, divulgados nesta sexta-feira (12/12) pelo IBGE.

De acordo com o levantamento, Goiás contava com 20,1 mil empresas e organizações ligadas à cultura, o oitavo maior quantitativo do país. Essas unidades representavam 5,6% do total de estabelecimentos ativos no estado.

No cenário nacional, o setor cultural somava 695,3 mil unidades, equivalentes a 6,6% do total brasileiro. Isto indica que a participação relativa goiana está levemente abaixo da média nacional.

Emprego e renda

Em termos de emprego formal, o setor cultural goiano mantinha 40,6 mil trabalhadores assalariados em 2022. O que responde por 2,5% do total de vínculos formais do Estado. O rendimento médio mensal desses profissionais era de R$ 2.365.

A estrutura do setor cultural em Goiás revela forte concentração nas chamadas atividades culturais centrais, que representavam 65% das empresas e 56% do pessoal assalariado em 2022.

Esse grupo abrange áreas como patrimônio natural e cultural, artes visuais e artesanato, livro e imprensa, mídias audiovisuais, design e serviços criativos, esportes, recreação e educação cultural. Segmentos com forte capilaridade territorial e relevância social.

Já as atividades culturais periféricas, relacionadas principalmente a equipamentos e materiais de apoio, respondiam por 35% das empresas e 44% dos empregos formais. Apesar da menor participação estrutural, esse grupo se destaca pelo maior rendimento médio mensal, estimado em R$ 2.722, sinalizando maior intensidade de capital e especialização técnica.

Evolução

A médio prazo, entre 2014 e 2024, Goiás registrou crescimento de 9,3% no número de pessoas ocupadas no setor cultural. Passou de 188 mil para 206 mil trabalhadores com 14 anos ou mais. Embora positivo, o avanço ficou abaixo da expansão observada no mercado de trabalho goiano como um todo, que cresceu 19,7% no mesmo período.

No Brasil, o comportamento foi distinto. O setor cultural apresentou crescimento de 12,7% no número de ocupados. Superando a expansão média do mercado de trabalho nacional, que avançou 10,6% no intervalo analisado.

O dado indica que, apesar da relevância estrutural, o setor cultural em Goiás cresce a um ritmo mais moderado quando comparado tanto à economia estadual quanto à dinâmica nacional do próprio segmento.

Desafios e potencial

Os números evidenciam que o setor cultural permanece como um ativo econômico importante, com impacto direto sobre emprego, renda e diversidade produtiva.

Ao mesmo tempo, o desempenho abaixo da média do mercado de trabalho estadual reforça a necessidade de políticas públicas e estratégias privadas voltadas à profissionalização, inovação e aumento de produtividade. Sobretudo nas atividades culturais centrais, que concentram a maior parte das empresas e trabalhadores.

Nesse contexto, a economia da cultura em Goiás segue com amplo potencial de expansão, especialmente se integrada a cadeias como turismo, economia criativa, tecnologia e educação.

Investimentos

O Sistema de Informações e Indicadores Culturais também traz dados sobre a despesa do governo estadual com cultura. Nesse sentido, Goiás registrou gasto de R$ 152,7 milhões em 2023, o maior desde 2013. Em relação ao total despendido pelo país nessa área (R$ 5,7 bilhões), o valor corresponde a 2,7%, percentual que também é recorde. Até então, a maior proporção em relação às despesas nacionais havia sido assinalada em 2020 (2,6%).

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