
O Sistema Indústria de Goiás, por meio do Senai e do Sesi, qualificou 82 mil novos profissionais para o mercado de trabalho goiano neste ano. Trata-se de um número recorde. Há poucos anos a média de formados era por volta de 55 mil. Para 2026, novos cursos e unidades estão no planejamento.
A capacitação foi realizada por meio das 30 unidades no estado que cobrem 28 áreas de conhecimento diferentes. De acordo com o diretor de Educação e Tecnologia do Sesi e Senai, Claudemir Bonatto, há uma grande variedade de idades entre os alunos qualificados.
“Temos alunos a partir de 14 anos de idade até adultos que têm necessidade de buscar uma requalificação profissional ou o desejo de desenvolver competências alinhadas aos desafios do seu posto de trabalho ou para se colocar no mercado”, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS.
De acordo com Bonatto, os alunos do Sesi e Senai chegam ao mercado de trabalho com diferenciais. Principalmente por conta da metodologia de ensino e da infraestrutura oferecida nos cursos.
“O que diferencia nossos alunos são nossos laboratórios didáticos atualizados tecnologicamente, a metodologia de ensino que valoriza as aulas práticas em laboratório, o próprio sistema de ensino em que o aluno acessa o conteúdo em material físico e também digital, bem como a competência dos instrutores e professores”, frisa.
Atualmente, o Sesi e Senai têm por volta de 140 mil alunos matriculados por ano, com 80 mil se formando em média. Isso porque alguns cursos possuem durações diferentes de outros. Ainda assim, o desejo da instituição é crescer e há uma expansão planejada para 2026.
Neste ano, foram inauguradas novas unidades em Mineiros e em Goianésia, ambas com capacidade entre 3 mil e 5 mil matrículas por ano. Ainda no final de dezembro, será entregue a expansão da unidade do Ítalo Bologna, um bloco exclusivo para programas de engenharia.
Neste ano, os serviços vão começar a oferecer os cursos de engenharia elétrica, engenharia de controle e automação industrial, que serão abrigados por esta nova unidade.
A estrutura contará com aproximadamente 3 mil metros de área construída e capacidade para abrigar em torno de 2 mil novas matrículas por ano. Também está em construção uma nova unidade em Senador Canedo, além de outras que ainda serão anunciadas.
“Sempre olhamos para o aumento da demanda de profissionais qualificados e estruturamos nossas escolas e unidades de maneira a receber, a cada ano que passa, mais alunos. Queremos formar mais alunos porque a economia está aquecida e a indústria goiana está crescendo, também no aspecto tecnológico”, diz Bonatto.

Pedro Henrique, de 21 anos, cursou engenharia de software e trabalha na área desde que entrou no curso, aos 18 anos. O jovem entrou com a intenção de trabalhar com desenvolvimento de sistemas e escolheu o curso pois a grade tinha esse foco.
Para ele, a experiência foi transformadora, já que não tinha nenhum contato prévio com o mercado de trabalho nem conhecimento técnico.
“A experiência contribuiu muito no meu aprendizado, por conta do contato direto com professores que são referências em suas áreas, aprendizado voltado ao mercado e a prática envolvida em todas as etapas de aulas”, afirma o engenheiro.
Geydson Santos, também formado em engenharia de software, credita seu emprego à experiência vivida no curso. “Estou trabalhando na área de TI graças às diversas oportunidades que a faculdade ofertou de realizar um curso e, ao final, participar de uma entrevista de emprego”, diz.
Ele acredita que aqueles que passam pela qualificação do Sesi e Senai possuem muitos diferenciais de mercado. “Os alunos que passam por essa instituição adquirem diferenciais na aplicação do seu conhecimento, aprendendo a utilizar boas práticas do mercado no desenvolvimento de software. Isso é proveniente dos Projetos Integradores semestrais que a faculdade oferece aos seus alunos”, frisa.