terça-feira, 13 de janeiro de 2026
Goiás entra na reta final do plantio da soja

Goiás entra na reta final do plantio da soja

Goiás encerra o prazo de plantio da soja em 2 de janeiro; cadastro obrigatório das lavouras deve ser feito até 17 de janeiro no Sidago.

29 de dezembro de 2025

O ciclo da soja em Goiás entra na fase decisiva. O prazo oficial para a semeadura da safra de verão termina no próximo dia 2. Conforme determina a Instrução Normativa nº 6/2024, publicada pela Agência Goiana de Defesa Agropecuária (Agrodefesa). Alinhada ao Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

A partir de 3 de janeiro, o plantio da oleaginosa estará proibido em todo o território estadual — inclusive em áreas irrigadas.

O rigor do calendário tem um objetivo estratégico: preservar a sanidade da lavoura, reduzir o risco de disseminação da ferrugem asiática e evitar impactos econômicos severos ao principal segmento do agronegócio goiano. Goiás figura entre os maiores produtores de soja do país, movimentando bilhões de reais em exportações. Gerando renda, empregos e demanda por logística, insumos e serviços.

Segundo o presidente da Agrodefesa, José Ricardo Caixeta Ramos, o respeito aos prazos tem sido um diferencial do produtor goiano. “O agricultor sabe da importância dessas regras e tem sido um parceiro a cada safra. Cabe à Agência reforçar os prazos para evitar a introdução e proliferação de pragas que podem comprometer a produção e a economia do estado”, destaca.

Cadastro obrigatório

Além do prazo de plantio, os produtores devem estar atentos a outra exigência: o cadastro das lavouras no Sistema de Defesa Agropecuária de Goiás (Sidago), obrigatório em até 15 dias após a semeadura. Com o encerramento do plantio no dia 2 de janeiro, o último dia para registro será 17 de janeiro de 2026.

De acordo com Leonardo Macedo, gerente de Sanidade Vegetal da Agrodefesa, o cadastro é peça-chave para a estratégia de defesa agropecuária. “O registro permite mapear as áreas produtoras e subsidiar ações de prevenção e controle da ferrugem asiática. Uma doença capaz de causar desfolha precoce, perda de grãos e impactos expressivos na produtividade”, explica.

Como fazer

O procedimento deve ser realizado inteiramente no Sidago, com informações que incluem: área plantada, sistema de cultivo (irrigado ou sequeiro), cultivar utilizada, data de plantio, previsão de colheita e coordenadas geográficas da lavoura.

Após o envio dos dados, o sistema gera uma taxa obrigatória e a validação do cadastro só ocorre após o pagamento. Em caso de inadimplência, o débito permanece ativo e o produtor pode ser alvo de sanções administrativas, previstas em legislação.

Produtores com dificuldades de acesso ao Sidago podem buscar suporte na unidade da Agrodefesa mais próxima da propriedade.

Impacto econômico

A implementação rigorosa do calendário fitossanitário e do controle sanitário tem efeitos diretos na competitividade do agronegócio estadual.

Além de reduzir perdas por pragas, o monitoramento favorece previsibilidade de oferta, sustentabilidade produtiva, e contribui para que Goiás mantenha trajetória de expansão na produção agrícola — fortalecendo PIB agropecuário, exportações, geração de empregos e arrecadação tributária.

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