segunda-feira, 12 de janeiro de 2026
Goiânia fecha o ano com a 7ª maior inflação do país

Goiânia fecha o ano com a 7ª maior inflação do país

Com alta de 4,12%, os principais responsáveis foram os aumentos nas tarifas de energia elétrica, aluguel e alimentação fora do domicílio

9 de janeiro de 2026

O preço do aluguel residencial subiu 6,89% em Goiânia, de acordo com o IBGE

Goiânia teve a 7ª maior inflação do Brasil em 2025. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 4,12% no acumulado do ano. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (9) pelo IBGE. A capital goiana ficou um pouco abaixo da média nacional (4,26%).

Entre as 16 localidades onde o IBGE faz o acompanhamento semanal dos preços, Vitória (4,99%) teve a maior inflação do país, seguida por Porto Alegre (4,79%), São Paulo (4,78%), Brasília (4,72%), Aracaju (4,49%) e Recife (4,33%). Campo Grande teve o menor índice (3,14%)

Alimentação

Em 2025, o grupo de alimentação e bebidas, que tem o maior peso mensal para o cálculo do IPCA, acumulou alta de 1,28% na capital goiana. Na comparação com 2024 (9,76%), o resultado corresponde a uma desaceleração de 8,48 p.p.

A alimentação fora do domicílio subiu 7,42%, a maior alta desde 2022 (11,69%)

Conforme o IBGE, a alimentação no domicílio registrou queda de 0,82%, pressionada pela redução dos preços do arroz (-29,87%) e do leite longa vida (-7,49%). Já o preço da alimentação fora do domicílio subiu 7,42%, a maior alta desde 2022 (11,69%).

Energia elétrica

Com aumento de 10,38% em 2025, o grupo de habitação foi o que mais elevou a inflação goianiense no ano. Destaque para a tarifa de energia elétrica residencial que registrou alta de 23,07% no ano, a maior desde 2020. O preço do aluguel residencial subiu 6,89%, atingindo a maior variação desde 2022 (13,81%).

As tarifas de energia residencial subiram 23,07% no ano passado

Os grupos de despesas pessoais (6%) e transportes (2,07%) também influenciaram o aumento da inflação do ano passado na capital. Em relação ao primeiro, os jogos de azar (15,17%) foram o subitem de maior impacto.

Quanto ao segundo, os combustíveis de veículos (4,31%) representaram a maior influência positiva, enquanto os preços de automóvel usado (-3,55%) e de automóvel novo (-1,91%) tiveram variações negativas.

Mais pobres

Já o INPC, que calcula a inflação para as famílias com rendimento de 1 a 5 salários mínimos, subiu 3,72% no ano passado em Goiânia.  Ou seja, o impacto da inflação foi menor entre os mais pobres.

Os principais responsáveis foram os aumentos nos preços dos combustíveis, carnes, serviços pessoais e da energia elétrica residencial.

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