
Goiás vem transformando fluxo turístico em resultado econômico concreto. Em 2024, turistas gastaram R$ 906 milhões no estado — cerca de 4% de todo o consumo turístico nacional, que somou R$ 22,8 bilhões no período. O Pnad de 2024, divulgado pelo IBGE, reforça o papel do turismo como vetor estratégico da economia goiana.
Além do impacto financeiro, Goiás confirmou presença entre os dez estados mais visitados do país no recorte 2019–2024. Sendo o único do Centro-Oeste a alcançar e manter essa posição ao longo de todo o período analisado. O levantamento foi sistematizado pelo Observatório do Turismo de Goiás, a partir dos microdados da Pnad, que mapeiam fluxo, perfil e gastos das viagens domésticas.
Em 2024, o estado ocupou a 8ª posição nacional, com 741 mil viagens recebidas, o equivalente a 3,7% do total brasileiro. O volume superou, inclusive, o número de deslocamentos realizados pelos próprios moradores goianos no mesmo ano (634 mil viagens). No recorte regional, a liderança é ainda mais expressiva: 49,6% de todas as viagens destinadas ao Centro-Oeste tiveram Goiás como destino.
O desempenho dá sequência a uma trajetória consistente. Goiás foi o 10º destino mais visitado em 2019 e 2021, avançou para o 8º lugar em 2023 e 2024 e, mesmo em 2020 — ano atípico da pandemia —, manteve-se próximo do topo, na 11ª posição. Nenhum outro estado da região conseguiu desempenho semelhante.
A Pnad mostra que 19,3% dos domicílios brasileiros tiveram ao menos um morador viajando em 2024. Em Goiás, o índice ficou em 18,1%, o equivalente a 496 mil domicílios, com maior propensão à viagem entre famílias de renda mais elevada.
O turismo doméstico domina as escolhas: 96,7% das viagens dos brasileiros ocorreram dentro do país. Entre os goianos, essa concentração é ainda maior — 99,5% das viagens foram nacionais, e apenas 0,5% tiveram o exterior como destino. Do total de deslocamentos feitos por residentes do estado, 90% foram motivados por lazer, visita a familiares e amigos.
As preferências também dialogam com a vocação local. Entre turistas de Goiás e do Centro-Oeste, 33,9% buscam destinos de natureza, ecoturismo ou aventura; 32,9%, sol e praia; e 23,6%, cultura e gastronomia — combinação que posiciona o estado de forma competitiva no turismo de experiência.
O gasto médio do morador de Goiás em viagens foi de R$ 1.855, colocando o estado na 9ª posição nacional entre aqueles cujos residentes mais desembolsam ao viajar. Já o visitante que escolheu Goiás gastou, em média, R$ 1.750, patamar que garantiu ao estado a 16ª colocação no ranking de gasto por turista recebido.
Para a coordenadora do Observatório do Turismo de Goiás, Amanda Borges, os números sinalizam um ciclo virtuoso. “Goiás é um estado com enorme potencial para expansão do turismo. Os dados demonstram que o setor vem se consolidando como um dos pilares estratégicos da economia, reafirmando a força de Goiás no cenário do turismo nacional”, avalia.