Celulares, móveis, viagens e eletrodomésticos estão entre os principais desejos, que variam de acordo com a renda

Uma pesquisa feita pelo Instituto Locomotiva, que foi divulgada pelo Valor Econômico, revela que os principais sonhos de consumo dos brasileiros neste ano são celulares, móveis e eletrodomésticos. As ambições, no entanto, podem mudar de acordo com a renda. Pessoas que ganham mais desejam comprar passagens de avião e viajarem, enquanto os que ganham menos procuram empréstimos e comprar celulares.
A pesquisa foi feita com 1,5 mil pessoas acima de 18 anos entre os dias 27 de novembro e 5 de dezembro do ano passado. O levantamento indicou que, independentemente de classe social, gênero ou local de moradia, os brasileiros têm objetivos para 2026. Ao escolher seus “sonhos de consumo” para o ano, os entrevistados podiam escolher mais de uma opção conforme seus desejos.
61% dos participantes manifestaram como prioridade a compra de um novo celular, enquanto 60% desejam comprar móveis e 52% querem adquirir eletrodomésticos. De acordo com o Instituto Locomotiva, isso indica que aparelhos celulares estão na lista de sonhos de consumo de aproximadamente 99 milhões de brasileiros. No caso dos móveis são 98 milhões e 85 milhões desejam eletrodomésticos.
Os números são bem parecidos com os dados da mesma pesquisa de um ano atrás. Celulares, móveis e eletrodomésticos também ocuparam a primeira, segunda e terceira posição, respectivamente, e com percentuais bastante similares.
Prioridades
As prioridades de consumo do brasileiro mudam bastante de acordo com sua classe social. Entre aqueles com renda média per capita mensal entre R$ 2.100 e R$ 5.150, o item mais desejado era passagens aéreas. Já 67% dos entrevistados nesta faixa de renda desejam ou até mesmo planejam comprar passagens em 2026. A situação muda entre os entrevistados que ganham até R$ 604. A maioria deles (56%) deseja adquirir um novo aparelho celular neste ano.
A renda também ditou fortemente, na pesquisa, o desejo de contrair ou não um empréstimo bancário. O primeiro grupo, com renda entre R$ 2.100 e R$ 5.150, teve apenas 11% revelando querer um empréstimo. No segundo grupo, de renda mais baixa, a porcentagem mais do que dobrou (24%). O resultado mostra que brasileiros de baixa renda são mais dependentes do crédito.
Um item que mostrou com diferentes prioridades a depender da renda foram as motocicletas. Enquanto os brasileiros de maior renda só escolheram o item em 16% dos casos, os de baixa renda chagaram em 26%. Isso revela a importância do veículo para diferentes classes sociais: aconchego e diversão para os que ganham mais, oportunidade de trabalho como mototaxista e entregador para os que ganham menos.
Consumo planejado
O brasileiro em geral tem se preocupado cada vez mais com seu consumo. As pessoas pesquisam mais hoje em dia e realmente querem comprar aquilo que mais precisam com um melhor preço.
A pesquisa confirmou que os consumidores, em 2026, irão atrás de produtos e serviços que melhorem seu cotidiano. Por isso, a prioridade deve ser em melhorias na infraestrutura doméstica e de trabalho. O consumo neste ano tem pouca característica de “vitrine” e se apresenta mais como um “manual de instrução da vida real”.
