domingo, 1 de fevereiro de 2026
Empresário faz sucesso com tortas em feiras de Goiânia

Empresário faz sucesso com tortas em feiras de Goiânia

Vitor Hugo montou pequeno negócio que hoje atende cerca de 300 clientes por dia de feira e tem 300 mil seguidores nas redes sociais.

1 de fevereiro de 2026

Vitor Hugo Alves criou o negócio com ajuda da esposa Maria Catharina Moreira

A Vitor Hugo Tortas e Doces está fazendo sucesso nas feiras de Goiânia e chega a atender 300 clientes em um bom dia de negócio. O faturamento desde que a confeitaria bombou nas redes sociais (tem quase 300 mil seguidores no instagram), quase triplicou.

Vitor Hugo Alves vem de uma família com tradição comerciante. Ainda criança, ajudava sua tia, Maria de Fátima Martins, a vender tortas em feiras em Goiânia. Quando adolescente, passou a ajudar a mãe, Irani Maria Martins, que vendia macarrão.

Quando a maioridade chegou, Vitor Hugo resolveu cursar engenharia de produção e seguir carreira. O mineiro radicado em Goiás chegou a se tornar supervisor de logística.

No entanto, foi demitido em 2020 com a pandemia. Vitor retornou a ajudar a mãe nas vendas como entregador de delivery. Nesse momento, lembrou-se da alegria que tinha ao ajudar sua tia a fazer tortas e, assim, resolveu criar um negócio próprio com a ajuda da esposa Maria Catharina Moreira.

Início conturbado

Maria de Fátima ensinou desde o básico ao sobrinho, que investiu R$ 7 mil para abrir o negócio. A confeitaria começou na cozinha da mãe, Irani, e enfrentou dificuldades logo no início.

“No começo não foi fácil. A nossa primeira feira foi em fevereiro de 2021 e logo após veio outra onda de pandemia. A gente ficou mais de um mês fechado. Eu fiz uma feira e fiquei um mês sem fazer novamente. Tudo aquilo que eu tinha comprado de material com esses 7 mil ficou parado”, conta ao EMPREENDER EM GOIÁS.

Apesar da questão, o negócio retornou às feiras após o fim da quarentena. A qualidade do produto e o tamanho generoso (o maior pedaço vendido tem 700 gramas) alavancaram as vendas.

Mas a virada do negócio veio após uma boa utilização das redes sociais. Vídeos mostrando os produtos e atendendo os clientes atraíram muitas visualizações, mesmo sem tráfego pago.

“Com a viralização dos vídeos, com o marketing que a gente conseguiu fazer na internet com a nossa própria visualização, a gente conseguiu crescer muito. Nosso faturamento chegou a dobrar e até quase triplicar desde quando a gente começou a postar as vendas. Foi algo bem surreal”, revela.

Sucesso de vendas

Hoje, Vitor Hugo vende fatias de tortas em dois tamanhos nas feiras: pedaços de R$30, de 500 gramas, e de R$35, com 700 gramas. Ele leva de 20 a 30 tortas para as feiras que faz na quinta, sexta e domingo, com 14 sabores diferentes. As tortas que têm mais saída são ninho com morango, brigadeiro, bombom de uva, maracujá e Red Velvet.

O empresário conta que costuma atender de 200 a 300 clientes por dia, mas que podem passar até 500 pessoas na banca, já que costumam ir em família. Segundo ele, pessoas do Brasil e do mundo já foram atendidas.

“Vem gente de São Paulo, Mato Grosso, Manaus. Já veio gente de fora, Estados Unidos, Londres e Irlanda. Muita gente de fora vem só pra conhecer hoje o nosso produto”, relata.

O confeiteiro entende que a ajuda vinda das redes sociais foi muito importante, principalmente para gerar visibilidade fora de Goiânia. A loja foi uma das pioneiras em mostrar as tortas e o atendimento, apesar do negócio em si já ser algo tradicional na capital.

Futuro

Os próximos passos do negócio envolvem expandir as vendas para uma área maior e durante mais dias da semana. “Nosso próximo passo, que eu e minha esposa, que está batalhando comigo, almejamos, é ter um delivery. A gente vê que hoje em dia, na internet, é necessário. Mais futuramente, queremos também inaugurar uma loja física”, afirmou.

Alguns clientes de fora da capital não conseguem localizar a banca, já que está disponível em três feiras diferentes em dias diferentes da semana. Para ele, a loja física resolveria o problema, já que abriria todos os dias.

Os carros-chefes surgiram assim: leite em pó com morango e brigadeirão. “Eu levava uma, saía mais. Comecei a levar duas, continuava saindo mais. Hoje levo quatro de cada.”

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