A partir desta segunda-feira (2/2) o BCl tornou obrigatório o Mecanismo Especial de Devolução (MED 2.0) em todas as instituições

As novas regras de segurança para o Pix, criadas pelo Banco Central (BC), passam a valer a partir desta segunda-feira (2). Entram em vigor as alterações no Mecanismo Especial de Devolução (MED), recurso que facilita a vida de quem foi vítima de fraude, golpe ou coerção.
A atualização da ferramenta amplia o rastreamento dos recursos envolvidos em fraudes para além da primeira conta receptora, o que pode elevar a parcela de valores contestados que são devolvidos aos clientes.
Rastreamento
Com o MED 2.0, o mecanismo passa a rastrear o dinheiro ao longo de toda a cadeia de transferências. A nova versão permite mapear os caminhos percorridos pelos recursos após a fraude, golpe ou coerção, compartilhando essas informações com todas as instituições envolvidas nas transações.
Segundo o BC, o MED 2.0 possibilita a devolução dos valores em até 11 dias após a contestação. O regulador também espera que a ampliação do rastreamento contribua para a identificação de contas utilizadas por fraudadores.
Prazo
Apesar da obrigatoriedade, as instituições financeiras ainda terão um prazo extra para adaptação. Em resolução publicada no último dia 22, o Banco Central (BC) dispensou, até 10 de maio, a “instauração do processo de apuração de descumprimento” da aplicação do MED 2.0.
Na prática, porém, quando a contestação ocorre, a conta receptora geralmente já está sem saldo, pois os criminosos costumam dispersar rapidamente os valores para outras instituições. Como cerca de 90% dos valores contestados no Pix não são devolvidos justamente por falta de saldo.