Da cozinha de casa ao crescimento regional: conheça a trajetória que transformou uma confeitaria em negócio estruturado em Catalão.

A trajetória da confeiteira Simone Mello começou em 1999, quando decidiu produzir bolos para complementar a renda da família. Na época, em Goiânia, tinha filhos pequenos e buscava uma alternativa para lidar com o aumento das despesas. A produção era feita em casa e as vendas aconteciam por encomenda.
Sem acesso à internet como ferramenta de aprendizado, Simone recorria a revistas especializadas para estudar receitas e técnicas. O conhecimento era aplicado na prática, com ajustes na produção e na forma de atendimento aos clientes.
Em 2004, ela retornou para Catalão e manteve a atividade de confeitaria. Ampliou o portfólio com tortas e doces tradicionais, ainda com produção doméstica e modelo de vendas sob encomenda. O negócio passou a se estruturar de forma gradual, com aumento da demanda e organização dos processos.
A mudança de formato ocorreu em 2017, quando Simone abriu a primeira loja física. A partir desse momento, o trabalho deixou de ser centralizado dentro de casa. Passou a envolver atendimento ao público, gestão de estoque, organização administrativa e divisão de tarefas. “Precisei acompanhar não só a produção, mas também o funcionamento da loja e a parte administrativa”, afirma.
Com a ampliação da operação, Simone passou a investir em capacitação. Buscou cursos e orientações sobre gestão, indústria alimentícia, padronização de processos e produção em escala, com o objetivo de organizar o crescimento do negócio.
Durante a pandemia, participou do Empretec, do Sebrae. Segundo ela, o conteúdo contribuiu para rever práticas de gestão, planejar o funcionamento da empresa em um cenário de instabilidade e tomar decisões com base em organização financeira e operacional. “Passei a entender melhor o negócio como empresa, com planejamento e metas”, diz.
A empresária também integrou o programa ALI Produtividade e participou de missões e consultorias empresariais. Com ações direcionadas para melhoria de processos, análise de mercado e definição de estratégias de expansão.

Com o aumento das demandas, a estrutura do negócio passou a contar com o apoio da família. A filha assumiu a coordenação da produção e das encomendas, o que permitiu a divisão de responsabilidades e a organização das atividades.
Atualmente, a confeitaria opera com produção em maior escala e atende diferentes canais de venda. Além das encomendas, há fornecimento para atacado, supermercados e revendedores. O negócio também ampliou a presença para cidades da região, como Campo Alegre e Ipameri.
O planejamento atual está voltado para expansão do volume de produção e fortalecimento da atuação no mercado regional, com foco em organização operacional, gestão e formação contínua.