
A taxa média de desemprego em Goiás foi de 4,6% no ano passado. É a menor desde 2012, quando chegou a 5%. Em números absolutos, estima-se que o número corresponda a 158 mil pessoas desocupadas no estado, menor que o registrado em 2024 (196 mil).
As informações foram divulgadas nesta sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ao detalhar os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).
Rendimento
Já o rendimento médio mensal do trabalhador goiano foi de R$ 3.628,00, ou seja, R$ 432,00 a mais do que o registrado em 2024, que ficou em R$ 3.196,00. Também é o maior valor da série histórica e acima da média do país, que chegou a R$ 3.560,00.
Em termos regionais, Goiás foi a unidade da Federação com o nono maior rendimento médio mensal no ano passado. O Distrito Federal (R$ 6.320) se destacou na primeira posição, seguido por São Paulo (R$ 4.190) e Rio de Janeiro (R$ 4.177). Os menores foram Maranhão (R$ 2.228) e Bahia (R$ 2.284).
Informalidade
A taxa de informalidade no ano passado em Goiás foi de 35,1% em 2025, a menor já registrada na série histórica com início em 2016. Desde 2021 (40,2%), o índice do estado vem caindo ano a ano, alcançando a quarta redução consecutiva.
No Brasil, a taxa de informalidade foi de 38,1% no ano passado, registrando a quarta queda em sequência, chegando ao menor patamar desde 2020 (37,7%) e ao segundo menor da série.
Neste indicador, são consideradas as seguintes categorias: empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ; trabalhadores familiares auxiliares.
Brasil
Em 2025, o Brasil registrou taxa média de desemprego de 5,6%, o menor nível da série histórica iniciada em 2012. Em um ano, o número médio de pessoas desocupadas recuou de 7,2 milhões para 6,2 milhões.
O número de pessoas com carteira assinada no setor privado chegou a 1.510.000. É a segunda maior da série histórica. O total representa crescimento de 5,33% em relação a 2023, que foi de 1.433.000.
As maiores taxas de desemprego em 2025 foram registradas na Bahia (8,7%), Pernambuco (8,7%) e Piauí (9,3%). Já os menores índices foram observados em Mato Grosso (2,2%), Santa Catarina (2,3%) e Mato Grosso do Sul (3,0%).