Empreendedor começou negócio em Iporá com R$ 300 e cartão de crédito. E teve uma ajuda de super-heróis.

Em 2019, após perder o emprego, Carlos José Flores Neto decidiu buscar uma alternativa de renda dentro de casa, em Iporá (GO). Nascia a Nerd’s Burguer. Com apenas R$ 300 disponíveis e um cartão de crédito com limite de R$ 1 mil, começou a vender hambúrgueres por delivery.
A ideia surgiu depois de preparar um lanche para as três filhas. “Eu fiz para elas e elas gostaram. Pensei que poderia vender, mas queria algo com identidade própria”, conta ao EMPREENDER EM GOIÁS. A proposta foi unir hambúrguer artesanal a referências de animes, super-heróis e personagens de jogos. O cardápio ganhou nomes inspirados nesse universo.
“Eu sempre gostei desse tema. Resolvi trazer isso para o negócio”, explica. Entre as opções criadas ao longo do tempo estiveram lanches com pão colorido e combinações que remetem a personagens conhecidos pelo público.
No início, Carlos trabalhava sozinho. Cuidava da produção, do atendimento e das entregas. Com o aumento dos pedidos, a esposa passou a ajudar no balcão e o irmão nas entregas. Meses depois, ele abriu a primeira loja física. Em seguida, implantou um trailer para atender cidades vizinhas e estruturou uma segunda unidade voltada para lanches tradicionais.

Atualmente, o negócio reúne mais de 20 funcionários. “Quando comecei, fazia tudo sozinho. Hoje tenho equipe formada e funções definidas”, afirma. Segundo ele, a contratação de moradores da própria cidade faz parte do processo de crescimento da empresa.
A marca também passou a investir em ações para fortalecer a relação com o público. Funcionários realizam atendimentos e entregas caracterizados como personagens. “Isso chama atenção e gera divulgação espontânea. Os clientes registram e compartilham”, diz. A empresa mantém presença ativa nas redes sociais.
Com o avanço das operações, Carlos identificou a necessidade de organizar processos e finanças. “Eu vendia, mas não tinha controle claro dos números”, relata. Segundo o empresário, após rever a gestão e adotar ferramentas de acompanhamento, o faturamento aumentou cerca de 30%.
Agora, ele estuda a possibilidade de expandir o modelo para outras cidades por meio de franquias. “Hoje consigo visualizar esse caminho porque tenho dados organizados e planejamento”, afirma.