sexta-feira, 10 de abril de 2026
Inflação sobe em Goiânia, revela pesquisa do IBGE

Inflação sobe em Goiânia, revela pesquisa do IBGE

Energia elétrica, tomate, óleo diesel e leite longa vida pressionam a inflação goianiense em março

10 de abril de 2026

A conta de energia elétrica residencial subiu 4% no mês de março passado

A inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), subiu 0,40% no mês passado em Goiânia. Mesmo com o aumento, o índice foi o segundo menor do país, perdendo apenas para Rio Branco (0,37%), e ficou abaixo da média nacional (0,88%).

De acordo com informações divulgadas nesta sexta-feira (4) pelo IBGE, é o sétimo aumento consecutivo, acumulando alta de 1,32% no ano e 4% nos últimos 12 meses.

Oito dos noves grupos pesquisados tiveram alta no mês, destaque para alimentação e bebidas (1,18%), sexto aumento consecutivo, com variação acumulada em 12 meses de 1,48%, e habitação (1,41%), segunda alta seguida, porém, com variação de 10,50% em 12 meses.

O único grupo que registrou queda no mês foi Transportes (-1,13%), primeira queda após três altas consecutivas na capital goiana.

Na análise por subitens e seu peso na cesta de consumo do goianiense, quatro produtos se destacaram para o aumento da inflação em março na capital goiana.  A energia elétrica residencial subiu 4%, após três quedas consecutivas. Embora a variação acumulada no ano esteja negativa (-1,48%), o acumulado em 12 meses registra aumento de 20,39% na capital.

Outros destaques no mês passado são os aumentos dos preços do tomate (18,78%), óleo diesel (21,32%) e o leite longa vida (9,22%) interrompendo a sequência de quedas de seis meses consecutivos em Goiânia.

INPC

Conforme o IBGE, a inflação foi maior para as famílias que recebem até cinco salários mínimos.  O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que investiga as famílias com rendimentos de 1 a 5 salários mínimos, subiu 0,40% em março na capital goiana.

Em março, a variação apresentada pelo INPC (0,53%) foi maior que a apontada pelo IPCA (0,40%) em Goiânia. Isso indica que o impacto da inflação foi maior para os que recebem até cinco salários mínimos. Quanto ao aumento  acumulado no ano e em 12 meses, a capital goiana teve taxas de 1,33% e 3,95%, respectivamente.

Entre os produtos que mais pesaram na cesta de consumo de março das pessoas que recebem até 5 salários mínimos em Goiânia estão a energia elétrica residencial (4,44%), leite longa vida (9,22%), tomate (18,78%) e o feijão-carioca (15,81%).

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