
O ticket médio de cerca de R$ 294 por presente deve ser o principal termômetro do comércio goiano no Dia das Mães de 2026. O valor, alinhado à média nacional, indica não apenas o potencial de consumo da data, mas também o comportamento mais calculado do consumidor neste ano.
Considerado o segundo período mais importante do varejo, o Dia das Mães mantém a força nas vendas, mas com uma dinâmica diferente: o consumidor continua comprando, porém com maior controle sobre quanto gastar. O ticket médio, nesse cenário, revela um equilíbrio entre o apelo emocional da data e a necessidade de planejamento financeiro.
Segundo o gerente de negócios da CDL Goiânia, Wanderson Lima, a expectativa segue positiva, mesmo com os desafios econômicos. “O consumidor não deixa de presentear, mas pode ajustar o valor. Esse ticket médio mostra justamente isso: as pessoas continuam comprando, mas dentro de um limite mais definido”, afirma.
Comportamento
O patamar de R$ 294 influencia diretamente as escolhas. Itens tradicionais como roupas, calçados, acessórios, perfumes e cosméticos continuam liderando as vendas justamente por oferecerem opções em diferentes faixas de preços, permitindo que o consumidor se mantenha dentro desse valor médio.
Ao mesmo tempo, produtos como chocolates e flores aparecem como alternativas mais acessíveis, funcionando como opção para quem precisa reduzir o gasto sem abrir mão da lembrança.
“O consumidor está mais atento. Ele pesquisa, compara e tenta encaixar o presente dentro desse valor médio ou até abaixo dele”, explica Wanderson.
Cosméticos
No segmento de beleza, a procura também segue forte, impulsionada pelo conceito de autoestima e bem-estar. A diretora comercial da Bio Extratus, Lorena Mansur, destaca que o comportamento das consumidoras tem se transformado. “O mês das mães é extremamente feminino. As consumidoras estão cada vez mais conectadas com autoestima e autocuidado. Os cosméticos têm tudo a ver com isso”, diz.
A empresa aposta em lançamentos estratégicos para impulsionar as vendas na data. “Trazer novidades é uma estratégia consolidada. Existe todo um estudo de mercado e um trabalho forte de marketing para garantir que o produto chegue ao consumidor.” A expectativa do setor é de crescimento expressivo nas vendas em relação ao ano anterior.
Joias e semijoias

Outro segmento que se destaca é o de acessórios. No mercado de semijoias, os colares têm sido os itens mais procurados neste ano. “O colar é uma peça mais fácil de acertar na escolha e também mais versátil para o uso no dia a dia”, afirma o empresário Renato Cardoso, proprietário da Ahara Joias.
Segundo ele, o início de 2026 foi mais lento do que o esperado, o que trouxe cautela para os empresários. “O movimento ficou abaixo do esperado após o carnaval, mas a expectativa é de melhora agora no Dia das Mães.” Renato também destaca que medidas econômicas recentes podem ajudar a estimular o consumo. “A renegociação de dívidas pode dar um fôlego para o consumidor voltar às compras.”
Digital x loja física
A jornada de compra do consumidor está cada vez mais híbrida. A pesquisa por produtos acontece majoritariamente no ambiente digital, mas a decisão final ainda ocorre, em grande parte, nas lojas físicas.
“O cliente começa a busca no celular, compara preços, avalia opções, mas a compra costuma ser concluída presencialmente. Por isso, o lojista precisa estar presente nos dois canais”, reforça Wanderson Lima.