Batizado de Saguinha, o robô recepciona visitantes, identifica preferências e apresenta os diferentes modelos de veículos

O Grupo Saga, conhecido grupo goiano de concessionárias, testou atender clientes por meio de um robô com Inteligência Artificial. O teste com o Saguinha foi realizado entre os dias 25 e 27 de junho na concessionária Hyundai T9.
De acordo com informações do grupo, a iniciativa buscou entender como os recursos de IA podem complementar a recepção dos visitantes sem substituir o atendimento humano. O objetivo é implementar a tecnologia de forma definitiva ainda neste semestre.
“Nosso objetivo foi avaliar de que forma a ferramenta pode contribuir para tornar a experiência do cliente mais acolhedora e interativa, integrando-a ao atendimento consultivo de nossos especialistas. A empresa se posiciona como pioneira na adoção de experiências robóticas no setor automotivo, explorando novas formas de interação e atendimento”, destaca o gerente de Tecnologia da Informação e Inovações do Grupo Saga, Fabricio Paiva Moreira.
No trabalho
O robô Saguinha recepcionou visitantes, identificou preferências por meio de perguntas rápidas e apresentou diferentes modelos de veículos em uma tela interativa. Em seguida, conduzia o cliente até o automóvel selecionado, compartilhando informações e respondendo perguntas. Ao final, fazia o encaminhamento para um vendedor e retornava oferecendo lanches aos visitantes.
“Essa integração entre tecnologia e atendimento humano foi um dos principais objetivos do projeto. Percebemos que o robô despertou interesse em públicos de diferentes idades e mostrou que a inovação pode tornar a visita à concessionária mais leve, interativa e memorável, sem perder a proximidade e o atendimento consultivo oferecido pela nossa equipe”, explica.

Funcionamento
De acordo com Fabrício, o robô Saguinha atua como um concierge, mas que se utiliza da IA para entender o cliente e responder. Além disso, o robô foi pensado para ser acessível e inclusivo, sendo capaz de atender idosos, crianças e pessoas com deficiência.
Fabrício explica que, por se tratar de um modelo de teste, não houve investimento em desenvolvimento próprio. “Os custos envolvidos foram basicamente de transporte do robô e configuração com a equipe técnica para operação no ambiente da loja”, revela.
Ainda não há dados que permitam estimar o possível impacto da implantação do robô nas vendas, mas o gerente destacou o impacto no engajamento e no tempo de permanência dos clientes na loja.
Fabrício também deixou bem claro que o objetivo não é substituir os trabalhadores humanos. “A visão não é de substituição, mas de complementaridade. Identificamos que tecnologia e pessoas são pilares que se fortalecem juntos”, frisou.
Dificuldades
Apesar do sucesso, o Saguinha apresentou algumas dificuldades. Ambientes com grande circulação de pessoas e níveis elevados de ruído atrapalharam seu reconhecimento de voz, o que será considerado nas próximas fases do projeto.
O Grupo Saga estuda ampliar o projeto para outras unidades antes de decidir sobre uma possível implantação permanente, estimada para este semestre.