quarta-feira, 28 de outubro de 2026
FICCA Goiás aponta desafios do setor produtivo para 2027

FICCA Goiás aponta desafios do setor produtivo para 2027

Lideranças empresariais destacam crescimento da economia goiana, oportunidades de negócios e preocupações com juros elevados e carga tributária

28 de outubro de 2026

A Ficca reúne cerca de 200 expositores em uma área de 3,5 mil metros quadrados

A força da economia goiana, as oportunidades de expansão dos negócios e os desafios que o setor produtivo terá pela frente em 2027 marcaram a abertura oficial da FICCA Goiás 2026 –Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio, nesta terça-feira (27), no Centro de Convenções de Goiânia.

A solenidade reuniu lideranças empresariais e autoridades estaduais e municipais, que apresentaram um panorama dos principais segmentos econômicos e defenderam a união institucional como estratégia para ampliar investimentos, gerar empregos e fortalecer a competitividade de Goiás.

A FICCA Goiás reúne até esta quinta-feira (29) as seis entidades representativas de setores responsáveis por mais de 90% do Produto Interno Bruto (PIB) goiano. São cerca de 200 expositores em uma área de 3,5 mil metros quadrados, com programação gratuita que inclui palestras, rodadas de negócios, encontros internacionais, demonstrações tecnológicas e experiências voltadas à inovação e ao empreendedorismo.

A Fieg participa da FICCA com a 3ª Expoind e o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior

Preocupação

Durante a abertura, os representantes do setor produtivo destacaram o crescimento econômico de Goiás, mas também manifestaram preocupação com os juros elevados, a situação fiscal do país, a carga tributária, os custos de produção e as mudanças na legislação trabalhista.

O presidente do Sistema Fecomércio, Marcelo Baiocchi Carneiro, destacou que a feira representa uma oportunidade para aproximar empresas e consumidores e apresentar o que há de melhor na produção goiana.

Defendeu a liberdade econômica, a segurança jurídica e a responsabilidade fiscal como condições necessárias para a expansão dos investimentos. Ao analisar as perspectivas econômicas para 2027, manifestou preocupação com o patamar dos juros e os possíveis impactos da redução da jornada de trabalho sobre os custos das empresas.

O Pavilhão do Cooperativismo está com a exposição de produtos, serviços e soluções

Acima da média

O presidente do Sistema Fieg, André Luiz Baptista Lins Rocha, revelou que enquanto a produção física industrial brasileira registrou crescimento de 0,8% no período analisado, Goiás avançou mais de 2%. O setor também gerou mais de 12 mil empregos formais no primeiro semestre.

Destacou que a FICCA Goiás cria oportunidades para ampliar a produtividade e a presença das empresas goianas em novos mercados. Entre os destaques da programação industrial está o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior, que promove conexões comerciais com compradores de países como Chile, Peru, Uruguai, Guatemala, Argentina e Paraguai, entre outros.

André Rocha: “A FICCA Goiás cria oportunidades para ampliar a produtividade e a presença das empresas goianas em novos mercados”

União institucional

Para o presidente da Federação das Associações Comerciais, Industriais, Empresariais e Agropecuárias do Estado de Goiás (Facieg), Márcio Luís da Silva, a FICCA representa mais do que a realização de uma feira de negócios. É uma demonstração de maturidade institucional das entidades que, mesmo com estruturas e interesses próprios, decidiram unir esforços para fortalecer a economia estadual.

Na avaliação do dirigente, o cenário econômico para 2027 exigirá diálogo entre o governo e o setor produtivo. Ele manifestou preocupação com medidas econômicas adotadas sem discussão suficiente com os segmentos que serão diretamente afetados e defendeu maior previsibilidade para os investimentos.

Cooperativismo

Já o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, destacou o caráter transversal do cooperativismo presente no agronegócio, na saúde, no crédito, na infraestrutura, no transporte, no consumo e em outros segmentos econômicos.

Em seu pronunciamento, explicou que as cooperativas integram cadeias produtivas que demandam insumos, tecnologia, logística, equipamentos e serviços, mantendo relações comerciais com praticamente todos os setores representados na FICCA Goiás.

“Nós não viemos aqui apenas por uma questão de representação institucional. Nós viemos aqui fazer negócios de mão dupla, viemos fazer parcerias e viemos também trazer conteúdos”, afirmou.

O Pavilhão do Cooperativismo integra a programação da feira com exposição de produtos, serviços e soluções, além de palestras sobre gestão, tecnologia e inteligência artificial.

Luís Alberto Pereira, presidente do Sistema OCB/GO, ressaltou a influência das cooperativas goianas nos mais diversos ramos da economia

Agronegócio

Representando o Sistema Faeg/Senar, o superintendente do Senar Goiás, Dirceu Borges, frisou a importância da assistência técnica, da inovação e da qualificação profissional para ampliar a competitividade do agronegócio.

Entre as atrações do Sistema Faeg/Senar na feira estão atividades sobre inteligência artificial aplicada ao campo, a experiência imersiva do Senar 360 e iniciativas de empregabilidade, com a oferta anunciada de mais de 800 vagas de trabalho.

Pequenos negócios

O diretor-superintendente do Sebrae Goiás, Antônio Carlos de Souza Lima Neto, frisou a importância dos pequenos negócios na economia estadual. Segundo ele, Goiás tem aproximadamente 960 mil empresas, das quais 95% são pequenos negócios. Nos últimos seis anos, o número de empresas no estado cresceu cerca de 84%.

Na FICCA, o Sebrae participa com a Feira do Empreendedor, oferecendo conteúdos, orientação empresarial, tecnologia, acesso a mercados e oportunidades de conexão com empresas e instituições.

Sustentabilidade

Além das oportunidades comerciais, a FICCA Goiás 2026 incorpora ações de sustentabilidade. Durante a abertura, a Fieg apresentou o levantamento da pegada de carbono do evento, estimada em aproximadamente 142 toneladas de CO₂ equivalente.

A medição considera fatores como consumo de energia, climatização, transporte e deslocamento dos participantes, além dos resíduos gerados. Como medida de compensação, está previsto o plantio de 859 mudas nativas do Cerrado.

Outra iniciativa é o Movimento Reciclar, desenvolvido pelo Conselho de Desenvolvimento Econômico de Goiânia (Codese) em parceria com entidades do setor produtivo. Os materiais recicláveis recolhidos durante a feira serão destinados a cooperativas de reciclagem.

A internacionalização também ocupa espaço na programação. Além das rodadas de negócios promovidas pela Fieg, a Expo Fecomércio conta com a participação de representantes diplomáticos de 22 países, ampliando as possibilidades de relacionamento comercial e de apresentação dos produtos e serviços goianos ao mercado externo.

Seis eventos

A FICCA Goiás 2026 reúne a 4ª Expo Fecomércio, a 3ª Expoind, a 2ª ExpoCom, o Pavilhão do Cooperativismo, o Senar 360/AgroTrends e a Feira do Empreendedor do Sebrae Goiás.

A iniciativa é uma realização conjunta do Sistema Fecomércio-GO, Sistema Fieg, Facieg, Sistema OCB/GO, Sistema Faeg/Senar e Sebrae Goiás.

O portal EMPREENDER EM GOIÁS tem como principal objetivo incentivar, apoiar e divulgar os empreendedores goianos com conteúdos, análises, pesquisas, serviços e oportunidades de negócios.

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