sábado, 31 de outubro de 2026
Valor de acordos comerciais cresce 25% na FICCA Goiás

Valor de acordos comerciais cresce 25% na FICCA Goiás

Feira registrou movimentação de R$ 1 bilhão, R$ 200 milhões a mais que em 2025

31 de outubro de 2026

A FICCA 2026 registrou público recorde e deu visibilidade a pequenos negócios, cooperativas, indústrias e empreendedores

Os três dias de negócios durante a FICCA Goiás — Feira da Indústria, Comércio, Cooperativismo, Empreendedorismo e Agronegócio —, resultaram em aproximadamente R$1 bilhão em acordos comerciais. O valor representa crescimento de 25% em relação à primeira edição, em 2025, quando foram movimentados R$ 800 milhões. 

“A expectativa comercial na Rodada de Negócios teve crescimento de quase 20% na comparação com o ano passado. Nosso objetivo é fazer com que essas conexões se transformem em negócios, contribuindo para a competitividade das empresas e o desenvolvimento da economia goiana”, explica o presidente do Sistema Fieg, André Rocha.

“Acreditamos que o futuro de Goiás se constrói com a união dos setores produtivos, investimento em pessoas e inovação, preparando o nosso estado para os desafios e as oportunidades que estão por vir”, destaca o presidente do Sistema FAEG/Senar Goiás, José Mário Schreiner. 

Pequenos negócios

A FICCA 2026 também deu visibilidade a pequenos negócios, cooperativas, indústrias e empreendedores, que compartilharam o mesmo ambiente com grandes empresas e instituições representativas da economia estadual.

“O Sistema OCB/GO ampliou o acesso ao mercado e abriu espaço para apresentar à sociedade a diversidade, a qualidade e a força dos produtos e serviços cooperativistas”, afirma o presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira. 

Outro destaque foram os atendimentos especializados e as capacitações. O Sebrae Goiás realizou mais de 1,9 mil consultorias e orientações no Espaço Sebrae. 

Além disso, na Arena e no caminhão “Negócios que inspiram”, mais de 2 mil pessoas assistiram a palestras sobre temas como planejamento, gestão financeira, inteligência artificial e reforma tributária. Ao total, o Sebrae Goiás estima que cerca de 5 mil pessoas foram impactadas pelas suas ações no evento. 

Oportunidade

A visibilidade rendeu oportunidades para expositores de entrar em contato com representantes de novos mercados por meio da participação em rodadas de negócios e da visitação do público aos estandes.

Um exemplo é a Cooperativa dos Produtores de Açafrão de Mara Rosa Cooperaçafrão). José Israel de Carvalho, presidente do Conselho Fiscal da cooperativa, participou de rodadas de negócios e network.,.

Elas contaram com a presença de 85% dos expositores da feira. Israel acredita que a experiência será revertida em novos negócios e, possivelmente, na exportação dos produtos.

“Foi muito interessante, bem produtivo mesmo e já abriu portas. Conseguimos contato de fornecedores para a cooperativa e de possíveis clientes também, com quem começamos a estreitar a comercialização. Com essa feira, com certeza o resultado vai ser frutífero”, afirmou. Com as negociações realizadas, a cooperativa iniciou tratativas com um possível cliente do Paraguai.

O presidente da OCB Goiás, Luís Alberto, e o presidente do conselho fiscal da Cooperaçafrão, José Israel, marcaram presença na FICCA Goiás

Cooperativas

O Sistema OCB/GO levou ao Pavilhão cerca de 20 cooperativas de diferentes segmentos, entre eles agropecuário, crédito, habitacional, agricultura familiar e artesanato. Para José Atair, da Cooperativa dos Produtores de Polvilho da Região do Cará (Cooperabs), a feira rendeu muitas oportunidades.

“Aqui temos contato com outras cooperativas, o que nos possibilita entender como estamos posicionados no mercado. Recebi até um convite para uma rodada de negócios internacional. Está é a primeira vez que participo desse tipo de feira”, comemorou.

Já Regina Ramos, da Cooperativa dos Trabalhadores de Arte do Estado de Goiás (Cartago), expôs suas peças de cerâmica na feira. A Cartago produz macramê, bordados, pinho-joias e pedras naturais.

Para ela, o local foi uma enorme vitrine. “Aqui mostramos um pouquinho da diversidade e riqueza do artesanato do estado de Goiás. Nós sabemos que a feira teve grande representatividade, inclusive, das embaixadas de outros países.”, conta Regina.

Presidente da Fieg, André Rocha: “Ver mais de 80 marcas reunidas é a prova de que a indústria goiana não para de crescer e inovar”

Indústria

A indústria goiana encerrou o 13º Encontro Internacional de Comércio Exterior (Eice) com expectativa de movimentar US$ 15,5 milhões em negócios nos próximos 12 meses, resultado quase 20% superior ao registrado na edição anterior. 

Realizado nos dias 27 e 28 de outubro, durante a 3ª Expoind, no Centro de Convenções de Goiânia, o encontro reuniu 10 empresas compradoras de seis países e 44 empresas vendedoras, em 155 reuniões comerciais.

A iniciativa busca facilitar a entrada de pequenas e médias empresas no comércio exterior e ampliar as oportunidades de exportação.

Deixe seu comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Não será publicado.