quinta-feira, 23 de abril de 2026
Setor de serviços lidera abertura de empresas em Goiás

Setor de serviços lidera abertura de empresas em Goiás

Conforme o Sebrae, Setor é responsável por mais de 60% da abertura de empresas no estado

23 de abril de 2026

Rogger Said abriu a Meiri Tecnologia Ltda, que fornece soluções tecnológicas para outras empresas de prestação de serviço

O setor de serviços é um dos principais motores da economia goiana e, em 2026, é o principal segmento na abertura de empresas. De janeiro a março, foram 43.008 novas empresas abertas.

O número corresponde a 60% do total de empresas abertas no estado nesse primeiro trimestre (69.228). O setor de comércio, que ficou na segunda posição, é responsável apenas por 20% (14.292). As informações são do Sebrae.

De todas as empresas abertas em Goiás neste ano, 7,3% é formada por microempreendedores individuais (MEIs), microempresas e empresas de pequeno porte. Os MEIs correspondem por 73,3% da abertura de novas empresas no estado.

As atividades que mais registraram abertura de novas empresas no setor de serviços foram transporte rodoviário de carga (4.395), atividades de malote e entrega (4.232), atividades de publicidade (3.985), cabeleireiros e outros serviços de beleza (3.357) e fotocópias e preparação de documentos (3.161). Das 20 atividades mais comuns entre as novas empresas, 16 são do setor de serviços.

Tecnologia

O empreendedor Rogger Said é um dos que abriram o próprio negócio este ano no setor de serviços. Sua empresa, Meiri Tecnologia Ltda, fornece soluções tecnológicas para outras empresas de prestação de serviço com o intuito de facilitar o controle fiscal de acordo com a legislação.

Para ele, o momento atual gera boas oportunidades para empreendedores. “O setor de serviços em Goiás oferece uma série de oportunidades. O mercado é muito amplo e possui diversos tipos de prestação de serviço, que necessitam de um acompanhamento, mesmo que seja simplificado através de aplicativos”, disse Rogger.

A Meiri Tecnologia, porém, enfrenta um problema que pode ser comum para outras empresas abertas no setor: a falta de aceitação inicial do mercado. 

“A aceitação inicial do mercado para uma nova tecnologia é difícil. Mas com um projeto bem elaborado e escalonado, principalmente no âmbito comercial e de marketing, é possível alcançar resultados satisfatórios”, comentou o empreendedor.

Brasil

O setor de serviços, de janeiro a março, foi responsável por 1.057.910 novos CNPJs nacionalmente, o que corresponde a cerca de 65% do total de pequenos negócios criados no período. 

Considerando todos os setores, a categoria formada por microempreendedores individuais (MEI), microempresas (ME) e empresas de pequeno porte (EPP) abriu mais de 1,6 milhão de estabelecimentos no primeiro trimestre do ano.

Em comparação aos primeiros três meses de 2025, quando foram geradas 896 mil empresas no setor de Serviços, houve um aumento de 14,7%. O número representa cerca de 132 mil CNPJs a mais de um ano para o outro. Em seis anos, a quantidade de pequenos negócios do setor no período mais do que dobrou.

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