sexta-feira, 15 de maio de 2026
Desenrola 2: governo relança programa para endividados

Desenrola 2: governo relança programa para endividados

Novo Desenrola Brasil oferece descontos de até 90% para renegociação de dívidas, com foco em famílias, estudantes e empresas.

4 de maio de 2026

O governo federal relançou nesta segunda-feira (4/5) o programa de renegociação de dívidas, batizada de Novo Desenrola Brasil. Com o objetivo de reduzir a inadimplência e reativar o acesso ao crédito no país. A iniciativa, formalizada por medida provisória assinada pelo presidente Lula, terá duração inicial de 90 dias. Mas amplia o alcance da política para incluir famílias, estudantes, agricultores e micro e pequenas empresas.

A estratégia combina descontos de até 90%, juros reduzidos e novos mecanismos de garantia pública para incentivar a renegociação de débitos. Entre as novidades, está a possibilidade de utilização de parte do saldo do FGTS para abater dívidas, reforçando o estímulo à regularização financeira.

Segundo o governo, o programa busca não apenas aliviar o endividamento, mas também melhorar a qualidade do crédito concedido no país. A criação de um fundo garantidor público é apontada como um dos pilares para reduzir riscos e permitir condições mais favoráveis de financiamento no futuro.

Diferentes públicos

O Novo Desenrola possui quatro frentes principais, cada uma voltada a um segmento específico da economia, com regras próprias de renegociação e acesso ao crédito.

A modalidade voltada às pessoas físicas contempla brasileiros com renda de até cinco salários mínimos (R$ 8.105). Permitindo a renegociação de dívidas contratadas até janeiro de 2026, com atraso entre 90 dias e dois anos.

As condições incluem descontos entre 30% e 90%, juros de até 1,99% ao mês e prazo de pagamento de até 48 meses. As parcelas mínimas serão de R$ 50, com limite de renegociação de até R$ 15 mil por pessoa em cada instituição financeira.

Entre os diferenciais, está a liberação do uso de até 20% do saldo do FGTS — ou até R$ 1 mil, o que for maior — para amortização das dívidas após a renegociação. Como contrapartida, o programa prevê restrições ao uso de crédito para apostas online e obriga instituições financeiras a investir parte dos recursos em educação financeira.

Estudantes e empresas

O eixo educacional, chamado Desenrola Fies, mira a renegociação de contratos do FIES e pode beneficiar mais de 1 milhão de estudantes. Para débitos com atraso de até 360 dias, haverá perdão total de juros e multas, além de desconto adicional de 12% para pagamento à vista.

Já dívidas mais antigas podem ter abatimentos de até 99%, dependendo do perfil socioeconômico do estudante, com possibilidade de parcelamento em até 150 vezes.

Voltado a micro e pequenas empresas, o Desenrola Empresas busca substituir dívidas caras por crédito com melhores condições, ampliando o alcance de programas como o Pronampe.

Para microempresas com faturamento anual de até R$ 360 mil, a carência foi ampliada para até 24 meses, com prazo total de até 96 meses. Já empresas com receita de até R$ 4,8 milhões terão limite de crédito elevado para até R$ 500 mil.

Outro destaque é o estímulo a negócios liderados por mulheres, que poderão acessar linhas de crédito de até 60% do faturamento.

Setor rural

O Desenrola Rural foi relançado com foco na regularização de dívidas de agricultores familiares. A iniciativa amplia o prazo de renegociação até dezembro de 2026 e pretende facilitar o acesso ao crédito rural, com impacto direto na retomada da produção.

A expectativa é alcançar cerca de 1,3 milhão de produtores.

A nova fase do programa também promove mudanças estruturais no crédito consignado. Com redução da margem total de comprometimento de renda de 45% para 40% e limitação de 5% para cartões consignados.

Os prazos máximos foram ampliados para até 108 meses para beneficiários do INSS e até 120 meses para servidores federais, com possibilidade de carência de até três meses. A partir de 2027, haverá redução gradual dessas margens.

Impacto esperado

Ao combinar renegociação de dívidas, ampliação do crédito e mecanismos de proteção financeira, o governo aposta em um efeito duplo: aliviar o orçamento das famílias e estimular a atividade econômica.

Além disso, a quitação de dívidas de pequeno valor — especialmente aquelas de até R$ 100 — poderá resultar na limpeza imediata do nome dos consumidores.

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