Bagin investiu R$10 milhões para atender o segmento de food service, que vem crescendo a passos largos no Brasil

Goiânia terá a primeira indústria brasileira focada na produção de embalagens térmicas e reutilizáveis. A Bagin tem início das operações previsto para novembro próximo e seu parque industrial recebeu um investimento inicial de mais de R$ 10 milhões. Objetivo é atender ao segmento de food service, que vem crescendo a passos largos no Brasil.
Embora o maquinário de produção venha da China, o diferencial da fábrica está na tecnologia de impressão desenvolvida pela própria Bagin. Essa inovação vai permitir a personalização das sacolas a um custo acessível para restaurantes, deliveries, franquias e eventos.
“Com a produção local, eliminamos o tempo de espera e os impostos de importação. Também viabilizamos o marketing dos estabelecimentos, permitindo a impressão personalizada em tiragens menores, a partir de três mil unidades”, destaca Luís Fernando, CEO da Bagin.
Novidades
A empresa conta com a sociedade da agência OPIS Publicidade e Negócios, que irá resolver outros gargalos do food service: a gestão, a educação profissional e o marketing. “A nossa bag térmica se tornou algo muito maior do que uma embalagem. Ela é a porta de entrada para um ecossistema de desenvolvimento de cada estabelecimento”, explica a empresária Aline Gabriela, sócia do negócio.
Ao adquirir as sacolas, os estabelecimentos ganham acesso a uma plataforma de educação online voltada para o setor, a Bagin Startex, e poderão compartilhar suas histórias no podcast BaginCast. A marca também vai estruturar grupos de networking entre os clientes para troca de experiências e gerar novos negócios.
Outra inovação da companhia será um sistema de cashback desenhado para estimular os consumidores finais a postarem fotos das sacolas personalizadas em suas redes sociais, já batizado como BaginMania.
Nicho
Embalagens de papel podem rasgar com o peso, a umidade e a gordura. Nem mesmo as de papelão conseguem reter a temperatura por muito tempo. De acordo com uma pesquisa da Associação Brasileira de Embalagem (ABRE), mais da metade dos consumidores (51%) deixa de comprar em um estabelecimento se tiver problemas com a embalagem.
De olho nesse mercado, Luís Fernando e seu sócio Roberto Lisboa decidiram pesquisar a fundo o setor, chegando a ir à China para conhecer as tecnologias mais avançadas em sacolas térmicas. “Vimos que não havia produção desse tipo de embalagem no Brasil. Além disso, para os restaurantes, nem sempre era viável importá-las com a marca personalizada”, relembra Roberto.
Mercado
O Brasil é o quarto maior mercado do mundo em consumo de delivery de comida. Segundo o Statista Market Forecast, o setor faturou US$21 bilhões em 2025 e já faz parte da rotina de 88% dos consumidores brasileiros.
A projeção da consultoria é que, até 2030, o delivery alimentício no país movimente US$29,5 bilhões.