
O Valor Bruto da Produção (VBP) da agropecuária goiana deve atingir R$ 118,2 bilhões este ano, o quinto maior do país, conforme estimativa do Ministério de Agricultura e Pecuária.
O estado de Goiás ficou atrás apenas de Mato Grosso (R$225,24 bilhões), Minas Gerais (R$172,43 bilhões), São Paulo (R$159,77 bilhões) e Paraná (R$155,49 bilhões).
O VBP corresponde ao faturamento bruto dentro das propriedades rurais (dentro da porteira), considerando as produções agrícolas e pecuárias, com base na média dos preços reais (IGP-DI) recebidos pelos produtores de todo o país. O indicador não representa o lucro das atividades.
Ranking
Goiás ficou em segundo lugar nacional no valor da produção de cana-de-açúcar com R$13,1 bilhões, atrás de São Paulo (R$ 52,5 bilhões). Já o VPB da soja é o terceiro maior do país, com R$ 38,9 bilhões e perdendo para Mato Grosso (R$ 96,7 bilhões) e Paraná (R$43,3 bilhões).
Além disso, o estado é líder nacional no valor de produção de tomate (R$7,88 bilhões). Apesar de ostentar essa colocação, a produção de tomate é apenas a sexta maior do estado. A líder é a soja, seguida pela criação de bovinos (R$24,6 bilhões), cana-de-açúcar, milho (R$10,16 bilhões) e frangos (R$9,12 bilhões).
A produção ainda não alcançou o valor registrado em 2025, que foi de R$ 127,4 bilhões. A produção goiana é 64% de lavoura (R$ 75,4 bilhões) e apenas 36% de agropecuária (R$ 42,8 bilhões).
Cenário Nacional
De acordo com o Ministério da Agricultura, a produção brasileira já ultrapassou R$1,43 trilhão neste ano. O montante representa queda real de 3,2% em relação a 2025, quando o indicador alcançou R$ 1,487 trilhão, considerando valores corrigidos pelo IGP-DI.
Coincidentemente, a divisão é semelhante à registrada em Goiás: 64% de lavoura (R$ 921,6 bilhões) e 36% de pecuária (R$ 517,9 bilhões). Os maiores destaques são soja (R$ 352,72 bilhões), bovinos (R$ 253,4 bilhões), milho (R$162 bilhões), cana-de-açúcar (R$112,2 bilhões) e frango (R$110 bilhões).
No recorte regional, o Centro-Oeste lidera, com R$431,2 bilhões. O Sudeste ocupa a segunda posição, com R$367,3 bilhões, seguido pelo Sul, com R$315,7 bilhões. Os valores mostram a concentração de parte expressiva do faturamento agropecuário nas três regiões.