Multinacional americana vai transferir produção dos EUA para Goiás o que transformará Catalão em polo global.

A John Deere vai transferir, em 2029, a produção da linha completa de colhedoras de cana-de-açúcar, atualmente nos Estados Unidos, para Catalão, na Região Sudeste de Goiás. Conforme a multinacional americana, essa mudança estratégica tem como objetivo centralizar a fabricação dessa linha específica de máquinas agrícolas na América do Sul. Aproveitando a capacidade instalada e a logística regional.
Atualmente, a fábrica produz as colhedoras CH7 e CH9, além dos pulverizadores das séries M e 400R. A empresa também prevê mudanças na produção de máquinas agrícolas e o fechamento de duas fábricas norte-americanas.
A medida visa reduzir custos, aumentar o conteúdo local e fortalecer as exportações, integrando-se a uma onda de investimentos da empresa na América do Sul.
Com a nova configuração, a planta de Catalão deixará de ser apenas um polo regional. E vai se tornar a principal base de manufatura e exportação desses equipamentos para o mundo.
Para os especialistas, a decisão reflete o reconhecimento da John Deere sobre a excelência produtiva brasileira e a importância estratégica do país para o agronegócio global. A expectativa é que a mudança traga ganhos de escala, eficiência e inovação para a empresa e para a cadeia do açúcar no Brasil.
“A cana-de-açúcar tem papel estratégico na produção de alimentos e energia. Esse movimento reforça nosso compromisso de servir cada vez melhor nossos clientes e contribuir para o desenvolvimento do setor sucroenergético”, afirmou Cristiano Correia, vice-presidente global de cana-de-açúcar e vice-presidente de Sistemas de Produção para a América Latina.
A trajetória da John Deere no segmento de colheita de cana-de-açúcar no Brasil teve início em 1998, quando a companhia assumiu o controle da Cameco Industries, fabricante de equipamentos para o setor.
Em 1999, foi inaugurada a fábrica de Catalão e, em 2002, a operação foi oficialmente integrada à John Deere. Em 2020, iniciou a produção da CH950, colhedora que permite a colheita simultânea de duas linhas de cana. Neste ano a fábrica passou a produzir os pulverizadores das séries M e 400R e as colhedoras de cana CH7 e CH9.