
O valor das taxas de condomínio em Goiânia aumentou acompanhando a alta registrada no restante do país. Na capital goiana, o aumento nos últimos 12 meses foi de 10% e o valor médio atingiu os R$ 617, de acordo com um levantamento feito pela Loft. A empresa realiza serviços de tecnologia e financeiros para imobiliárias.
O levantamento da Loft tomou como base 280 mil anúncios residenciais nas 50 maiores cidades do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Os dados consideram a taxa média de condomínio em janeiro de 2026 e a variação em relação a janeiro de 2025 e só foram considerados bairros com ao menos 100 anúncios ativos em 2026.
Diferença por setor
As maiores taxas estão concentradas em bairros centralizados e com imóveis de maior metragem. O Setor Oeste teve o maior valor médio (R$ 900), seguido pelo Marista (R$ 890) e Jardim Goiás (R$ 800). O restante do Top 5 ficou por conta do Setor Bueno (R$ 720) e do Setor Bela Vista (R$ 690).
Com exceção do Setor Oeste, que registrou redução de 10% nos últimos 12 meses, os outros bairros tiveram aumento superior a 10% na taxa de condomínio.
Entre as oito capitais pesquisadas no levantamento da Loft, Goiânia ficou em sétimo lugar. A vencedora foi Curitiba, com 25% de aumento no último ano. A única atrás da capital goiana foi Florianópolis, com 8%. Fábio Takahashi, gerente de dados da Loft, afirmou que a maior variação se concentrou em bairros não centralizados, já que eles possuem uma maior margem de aumento.

O gerente disse que o valor da taxa acompanha a valorização do mercado imobiliário. Se, por um lado, o aumento resulta em maior necessidade de pesquisa para o consumidor, por outro indica um movimento positivo para a economia.
Causas
Calil Musse, vice-presidente do Sindicato de Condomínios e Imobiliárias de Goiás, elencou as principais causas do aumento em Goiânia para o Empreender em Goiás. Para ele, os serviços de limpeza e energia são os responsáveis. “A tarifa de energia teve um aumento grande no estado de Goiás.

No caso do setor de limpeza, também por uma questão jurídica. Como ocorreram várias jurisprudências com relação à insalubridade, aconteceu um reajuste na CCT. Esse reajuste ficou acima da média esperada”.
Calil entende que não há indícios de que haja novamente um aumento expressivo neste ano. Porém, destaca duas preocupações: o possível fim da escala 6×1 e a reforma tributária. “Um dos principais custos do condomínio é a mão de obra para portaria, limpeza, vigilância e zeladoria. Esses itens ficam impactados diretamente com essa mudança (da escala 6×1).”
A reforma tributária vai impactar muito as empresas prestadoras de serviço. Calil entende que será um setor que aumentará dentro do orçamento condominial e que será considerável. “Os condomínios que têm empresas terceirizadas prestando serviço vão sofrer um aumento. A terceirizada vai ter que fazer o repasse com essa mudança da tributação.”