
Goiânia registrou este mês a maior prévia da inflação do Brasil. O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) subiu 1,41%, mais que o dobro do índice registrado no Brasil, que foi de 0,62%. É o 3º maior percentual de aumento da série histórica, iniciada em fevereiro de 2020.
A informação foi divulgada nesta quarta-feira (27) pelo IBGE, ao destacar que o avanço da prévia da inflação na capital goiana foi impulsionado principalmente pelo setor de transportes (3,75%) e pelo grupo de alimentação e bebidas (1,49%).
Aumentos
Com relação aos custos com transporte, o maior aumento nas bombas para o consumidor goianiense veio do etanol, cujos preços subiram 16,62%, seguido pela gasolina, com alta de 9,67%.
Além da pressão nos deslocamentos, os moradores enfrentaram reajustes elevados na alimentação no domicílio, especialmente no setor de hortifrútis. Entre os alimentos, cujos preços mais subiram destaque para a cenoura (28,31%), batata-inglesa (27,83%), cebola (19,94%) e o tomate (11,33%).
Queda
Apesar da forte pressão inflacionária registrada na prévia deste mês em Goiânia, alguns itens de importante peso no orçamento apresentaram queda. O principal destaque foi a energia elétrica residencial, com redução de 1,07% no período.
Ainda no grupo de despesas com habitação, o aluguel residencial teve recuo de 0,86%. Fora do ambiente doméstico, enquanto o etanol e a gasolina puxaram a alta nos transportes, os preços do óleo diesel caíram 6,50% em Goiânia, bem maior que a queda de 2,04% observada na média nacional.
