Adonídio Neto fala em entrevista exclusiva ao EMPREENDER EM GOIÁS os planos da Prefeitura de Goiânia para atrair investimentos e gerar polos empresariais na capital.

A Prefeitura de Goiânia realiza estudo para a concessão de incentivos fiscais que visam atrair novos investimentos privados para a capital. Principalmente aos polos empresariais que o prefeito Sandro Mabel pretende instalar na cidade, especialmente nas regiões de maior carência por oportunidades de empregos.
Além disso, a Prefeitura também planeja a criação de um polo de reciclagem próximo ao Aterro Sanitário de Goiânia e do polo moveleiro, no Jardim Guanabara. As informações são do secretário municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), Adonídio Neto, em entrevista exclusiva ao EMPREENDER EM GOIÁS
Ele afirma que há outros projetos até mais adiantados e que dependem menos do Poder Público. Como a aerotrópole, ao redor do Aeroporto Internacional Santa Genoveva, e polo das Escolinhas de Aviação, na região Noroeste.
Adonídio Neto informou que a Prefeitura de Goiânia tem trabalhado para fomentar o empreendedorismo jovem. E que a cidade tem avançado na desburocratização de processos para abertura de empresas. Em um ano, Goiânia se tornou a 16ª cidade do país e está entre as cinco capitais com menor tempo de abertura de empresa. Segundo o secretário, o objetivo é avançar ainda mais.
Confira os principais trechos da entrevista:
Há uma série de trabalhos e projetos sendo desenvolvidos para diversificar o PIB de Goiânia, principalmente com a atração de indústrias. Já temos alguns polos econômicos aprovados em lei, mas que ainda faltam efetivar. Queremos, ainda neste ano, efetivar o máximo possível deles.
Inclusive, ao redor do Aterro Sanitário, por exemplo, há o polo Brasil Central, já aprovado. Estamos trabalhando em conjunto com a Secretaria Municipal de Planejamento e Urbanismo Estratégico (Seplan) e outras pastas da Prefeitura, para aprovar o projeto e receber indústrias em Goiânia.
O prefeito Sandro Mabel (UB) determinou a criação de um grupo de estudos para regulamentar os benefícios fiscais do município. Nesses polos, já está prevista em lei a concessão de benefícios fiscais como redução de IPTU, ITBI e, em alguns casos, ISS. Ainda falta regulamentar essa legislação, apesar de já ter vários anos. Estamos tratando disso com a Secretaria de Fazenda (Sefaz) e com a Seplan. Os textos já estão sendo elaborados por uma equipe multidisciplinar. Também estamos fazendo tratativas com diversos setores. Vamos oferecer capacitação, crédito e toda a estrutura da prefeitura para quem quer empreender em Goiânia.
Estamos trabalhando em várias frentes: destravar polos econômicos, regulamentar incentivos fiscais, realizar eventos ao longo de 2026 e avançar na desburocratização. O prefeito determinou que a Sedicas, a Secretaria de Eficiência (Sefic) e a Seplan desenvolvam um trabalho alinhado ao plano de governo, focado na liberdade econômica e na regularização das empresas.
Sandro Mabel assumiu a Prefeitura de Goiânia com uma série de entraves burocráticos e está destravando um a um. Queremos reduzir o tempo de abertura de empresas, facilitar o exercício da atividade econômica e ampliar o acesso à capacitação e crédito, atuando como indutor do desenvolvimento do município.
O prefeito publicou uma portaria conjunta e já houve várias reuniões. Nosso compromisso é entregar o estudo até o final de março. Como será por decreto, após avaliação do prefeito, a regulamentação pode ser publicada poucos dias depois.
Entorno do Aterro Sanitário terá o polo de reciclagem. No Jardim Guanabara, o polo moveleiro. Mas há alguns até mais adiantados e que precisam menos do poder público. O Aerotrópole, ao redor do aeroporto, está bem desenvolvido e vem sendo impulsionado pela própria concessionária que cuida do terminal. Vamos ajudar na atração de novas indústrias e criação de empregos. Também haverá a duplicação da Rua da Divisa, onde estamos aguardando apenas os projetos ficarem prontos.
Há também o polo das Escolinhas de Aviação, na região Noroeste, voltado à atração de hangares e oficinas. Nós vamos trabalhar na parte externa, melhorando o sistema de drenagem, enquanto a parte interna é conduzida pela própria escola. Cada polo tem sua especificidade e cada região tem a sua vocação, e a prefeitura está elencando e resolvendo as demandas para desburocratização.
Dois dos polos mencionados são de tecnologia. A parte de inovação é conduzida pela Secretaria de Inovação e Tecnologia, a SIT. No que diz respeito à nossa secretaria, temos feito tratativas com federações e o setor empresarial.
Fizemos um reforço grande no Sine e teremos quase R$ 6 milhões em 2026 para capacitação. Já há ofertas em andamento e estamos finalizando a programação anual, alinhada às necessidades do mercado de trabalho. Também vamos inaugurar a terceira Casa do Empreendedor. O local será anunciado pelo prefeito. Estamos em tratativa com o Sebrae para essa nova unidade. Com o lançamento dos distritos e atração de empresas, queremos que esses jovens ingressem no mercado de trabalho.
O Centraliza foi idealizado por um conjunto de pessoas e tem pontos positivos, mas está sendo redesenhado reformulado com complementação de novos projetos. Mais de dez projetos para o Centro de Goiânia estão em desenvolvimento. Aos poucos, a Prefeitura vai anunciar as ações.
Em um ano, Goiânia se tornou a 16ª cidade do país e está entre as cinco capitais com menor tempo de abertura de empresa. Ainda não é a velocidade ideal, mas houve avanços. Estamos definindo quais atividades econômicas têm menos impacto. Para esses códigos, haverá dispensa automática de licença ambiental e cadastro econômico. O empreendedor precisará apenas da inscrição municipal, que já vem pela RedeSim.
O sistema já indicará automaticamente a dispensa das demais licenças, permitindo que a empresa opere imediatamente. Um cabeleireiro, por exemplo, poderá abrir CNPJ ou MEI pela RedeSim e sair com as dispensas automáticas. Poderá ser fiscalizado posteriormente, mas sem exigência prévia de alvará ou licença ambiental. Tudo será automatizado.