segunda-feira, 9 de março de 2026
Empresária transforma casarão centenário em hotel

Empresária transforma casarão centenário em hotel

Empreendedora goiana encontrou no turismo uma forma de unir negócio e cultura em Niquelândia.

8 de março de 2026

Ana Mathilde Martins de Souza teve a iniciativa de transformar o casarão em hotel

Aos 64 anos, Ana Mathilde Martins de Souza é um exemplo de empreendedora. Ela encontrou no turismo uma forma de unir negócio e cultura em Niquelândia, no Norte de Goiás. Há cerca de dois anos, transformou a casa onde nasceu – um casarão de cerca de 100 anos – em uma pousada que recebe visitantes, principalmente a trabalho, na cidade: a Pousada das Congadas.

Antes de abrir o empreendimento, Ana Mathilde já tinha experiência com projetos culturais no município e chegou a atuar na área pública. Foi nesse período que identificou uma oportunidade no setor de hospedagem.

“Eu fui percebendo que aqui nós temos um nicho desse negócio de hotelaria. Faltava um modelo de hotel que fosse interessante para as pessoas, um lugar bonito, onde elas se sentissem em casa”, afirma ao EMPREENDER EM GOIÁS.

A pousada nasceu na antiga casa da família. Após a morte da mãe, os irmãos não sabiam o que fazer com o imóvel. Então, ela decidiu investir no projeto. “Quando minha mãe faleceu, meus irmãos já eram casados e não sabíamos o que fazer com a casa. Então eu falei: ‘espera aí que eu vou fazer um hotel aqui’”, lembra.

A Pousada das Congadas conta hoje com 22 leitos e costuma receber hóspedes durante a semana, principalmente pessoas que visitam a cidade a negócios. “Eu vendo sossego. Aqui é um lugar calmo, no centro histórico, onde as pessoas conseguem descansar”, diz.

A Pousada das Congadas, localizada no centro histórico de Niquelândia, conta com 22 leitos

Diferencial

Um dos diferenciais do local é o café da manhã, que inclui quitandas tradicionais de Niquelândia. A empreendedora chama a experiência de “café josefino”, em referência às mulheres que mantiveram viva a tradição culinária local. “Essas receitas foram deixadas pelas mulheres antigas de Niquelândia. Eu sirvo algumas delas no café da manhã”, explica.

Ana Mathilde conta que a ligação com a hospedagem também tem origem familiar. Segundo ela, a bisavó foi dona da primeira pensão da cidade. “Minha bisavó foi dona da primeira pensão em Niquelândia. Então eu já tenho esse jeito de mexer com pessoas”, afirma.

O negócio é administrado com ajuda da família. Trabalham com ela o marido, dois irmãos e uma funcionária. Para os próximos anos, o plano é ampliar a estrutura da pousada e construir mais quartos. “Eu quero construir mais 15 quartos, mas de forma gradual, conforme o negócio for crescendo”, diz.

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