terça-feira, 28 de abril de 2026
IPCA-15: prévia da inflação acelera em Goiânia

IPCA-15: prévia da inflação acelera em Goiânia

Conforme o IBGE, aumento foi puxado pelos setores de alimentação/bebidas e habitação

28 de abril de 2026

No grupo de alimentação, os destaques foram os aumentos dos preços do tomate (11,69%), cenoura (35,69%) e cebola (15,74%)

O IPCA-15, considerado a prévia da inflação oficial, acelerou para 0,65% em abril em Goiânia. É o oitavo aumento consecutivo e o maior dos últimos seis meses. No acumulado em 12 meses, a alta chega a 4,57%, ou seja, acima do limite máximo de 4,5% fixado pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) para a inflação no país.

As informações foram divulgadas nesta terça-feira (28) pelo IBGE, ao destacar os grupos de alimentação e bebidas (1,35%) e de habitação (1,24%) foram os que mais impactaram o aumento este mês em Goiânia.

Destaque também para o aumento de 18,84% no preço do óleo diesel, a segunda maior alta já registrada desde fevereiro de 2020.  Com isso, acumula alta de 25,68% no ano e de 19,93% em 12 meses.

Alimentação e bebidas

O grupo de alimentação apresentou a maior variação desde janeiro de 2025 (1,39%). Com isso, ele atinge a sexta alta consecutiva e acumula aumentos de 3,03% no ano e de 1,61% em 12 meses. 

Destaque para a alta dos preços do leite longa vida (10,32%), tomate (11,69%), a cenoura (35,69%), feijão-carioca (8,73%), cebola (15,74%) e o ovo de galinha (9,29%)

Já o segundo, de habitação, registrou o aumento mais expressivo desde novembro de 2025 (4,28%) e a segunda alta em sequência. A tarifa de energia elétrica residencial subiu 1,55%, a taxa de água e esgoto (2,48%) e o gás de botijão (2,25%).

O preço do botijão de gás subiu 2,25% , o que contribuiu para o aumento da inflação na capital goiana

Brasil

No país, o IPCA-15 subiu 0,89%. Com o resultado, o indicador acumula alta de 4,37% em 12 meses. Entre os nove grupos de produtos e serviços pesquisados, alimentação e transportes concentraram as maiores altas.

O grupo alimentação e bebidas subiu 1,46% e teve o maior peso no resultado do mês. Na sequência aparecem os transportes, com alta de 1,34%. Juntos, esses dois grupos responderam por cerca de65% da altado IPCA-15 em abril.

No grupo alimentação e bebidas, a maior pressão veio dos alimentos consumidos em casa. A chamada alimentação no domicílio passou de uma alta de 1,1% em março para 1,77% em abril.

O grupo transportes também registrou aumento mais forte de preços em abril. A alta passou de 0,21% em março para 1,34%, influenciada principalmente pelo encarecimento dos combustíveis, que os economistas destacam estar ligados ao cenário internacional.

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