terça-feira, 14 de abril de 2026
Goiânia tem o 4º maior aumento no aluguel entre as 22 capitais

Goiânia tem o 4º maior aumento no aluguel entre as 22 capitais

O valor do aluguel residencial subiu 5,72% o primeiro trimestre na capital goiana

14 de abril de 2026

Antônio Carlos Costa: “Os motivos do aumento são o crescimento populacional e a expansão do agronegócio”

De acordo com o Índice FipeZap de locação residencial, Goiânia ficou em 4.º entre as 22 capitais monitoradas no quesito aumento do preço do aluguel no primeiro trimestre de 2026.

A capital goiana, o aumentou foi de e ficou atrás apenas de Aracaju (7,06%), Campo Grande (9,12%) e Manaus (10,12%). Se considerarmos o aumento apenas em março, Goiânia também ficou em 4.º lugar, com 1,97% de aumento e atrás das mesmas capitais.

Nos últimos 12 meses, o índice registrou aumento de 7,02% no preço do aluguel em Goiânia. O preço médio atual é de R$ 43,41 por metro². Já a rentabilidade está em 6,21% ao ano.

O Setor Sul e o Setor Central tiveram os maiores percentuais de aumento no preço do aluguel no último ano. O Setor Sul registrou aumento de 26,9%, enquanto na região do Centro subiu 24,1%. Os bairros goianienses com maior preço médio em março são o Setor Marista (R$ 66,1 /m), Sul (R$ 59,6 /m²), Jardim Goiás (R$ 54,9 /m²) e Bueno (R$ 53,0 /m²).

Contexto

De acordo com Antônio Carlos Costa, presidente do Sindicato dos Condomínios e Imobiliárias de Goiás (Secovi – Goiás), os motivos do aumento são o crescimento populacional e a expansão do agronegócio.

Goiânia tem atraído pessoas de cidades menores e de outros estados por conta de seu custo de vida baixo com relação a outras grandes capitais e por ter um mercado de trabalho regional forte. 

Antônio Carlos elenca várias oportunidades vindas com o aumento. “Para investidores o aumento traz maior rentabilidade no aluguel, segurança patrimonial em um mercado aquecido e oportunidade em imóveis compactos muito demandados. Para o mercado imobiliário, o aumento é um estímulo à construção de novos empreendimentos com foco em locação”. frisa.

O dirigente também citou a profissionalização da gestão imobiliária e o surgimento de modelos “Construir para alugar” como outras oportunidades que podem surgir. 

No entanto, comentou que há a possibilidade de uma maior dificuldade de acesso à moradia para famílias de renda média e baixa e um maior risco de inadimplência e vacância por causa da valorização do aluguel.

Brasil

No ano, o aluguel registrou aumento superior ao da inflação no Brasil. Ao final do primeiro trimestre de 2026, o Índice FipeZAP de Locação Residencial acumulou uma alta de 2,45%, superando as variações exibidas pelo IPCA/IBGE (+1,92%). 

Em termos geográficos, os aumentos abrangeram 33 das 36 localidades monitoradas pelo Índice FipeZAPl, incluindo 20 das 22 capitais mencionadas.

Conforme o Índice FipeZAP, houve avanço de 0,84% dos preços de locação em março de 2026 nacionalmente, o que representou uma ligeira desaceleração em relação a fevereiro (+0,94%). Individualmente, 30 das 36 cidades monitoradas pelo Índice FipeZAP de Locação exibiram alta mensal nos preços, incluindo 17 das 22 capitais

Nacionalmente, os preços de locação apresentaram aumento médio de 8,63% no último ano. Comparativamente, o resultado do índice também se manteve acima das variações do IPCA/IBGE (+4,14%) e do IGP-M/FGV (-1,83%) nesse período. 34 das 36 localidades mencionadas registraram valorização do aluguel nos últimos 12 meses.

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