
A Kombucha Romá, produzida em Goiás, acaba de ganhar projeção internacional ao conquistar medalha de prata no European Ferment Masters, realizado em Barcelona.
O reconhecimento, obtido com o sabor guaraná, coloca a marca comandada por Rodrigo Ficagna no radar global de bebidas fermentadas.
“Foi algo inimaginável para nós, porque é um concurso com kombuchas do mundo todo. Foi um privilégio e uma grande surpresa”, afirma o empreendedor.
A participação no concurso europeu aconteceu de forma inesperada. Segundo Ficagna, o envio das amostras foi decidido de última hora, incentivado por uma consultora da empresa.
Ainda assim, o resultado veio de forma expressiva, destacando um produto com identidade brasileira em um mercado competitivo.
Produção caseira
Por trás da conquista, está uma trajetória que começou de forma despretensiosa. A empresa foi criada a partir de uma busca pessoal por hábitos mais saudáveis.
“Eu queria substituir o refrigerante por algo melhor. Comecei a fazer kombucha em casa, para a minha família. Depois, amigos começaram a pedir e sugeriram que eu vendesse”, relembra.
O que era produção doméstica, de poucos litros por mês, cresceu rapidamente. Hoje, a empresa produz entre 10 mil e 15 mil litros mensais da bebida.
“Foi um crescimento gradual. Começamos com dois a quatro litros por mês em casa. Hoje estamos em uma escala muito maior”, diz.
Estrutura enxuta
Apesar do crescimento e das premiações, a estrutura ainda é enxuta. Atualmente, a empresa conta com cinco pessoas na equipe, incluindo o próprio fundador.
“A produção é semiautomática, porque os equipamentos totalmente automatizados ainda são muito caros”, explica.
Nesse modelo, as máquinas auxiliam o processo, mas a operação ainda depende diretamente do trabalho humano.
Presença no mercado
A marca já está presente em mais de 200 pontos de venda em Goiás, especialmente em Goiânia. Os produtos podem ser encontrados em supermercados, empórios e padarias da capital.
“Estamos em grandes mercados e também em muitas padarias. Hoje já temos uma presença bem consolidada aqui no estado”, afirma.
Próximos passos
Com o prêmio na Europa, a empresa agora busca ampliar sua atuação. A estratégia é, primeiro, expandir para grandes centros brasileiros.
“Queremos chegar em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Curitiba. Esse é o primeiro passo antes de pensar em exportação”, diz Ficagna.
Ao mesmo tempo, o reconhecimento internacional fortalece a marca em um mercado ainda em desenvolvimento no país. Para o empreendedor, o principal desafio continua sendo apresentar o produto ao público.
“Muita gente ainda não sabe o que é kombucha. Mas, quando conhece, passa a consumir. É uma bebida que acaba incentivando um estilo de vida mais saudável”, explica.