quarta-feira, 20 de maio de 2026
Novo Anel Viário pode gerar economia anual de R$ 43,6 milhões

Novo Anel Viário pode gerar economia anual de R$ 43,6 milhões

Estudo da Fieg aponta também que a obra pode reduzir a emissão de cerca de 15 mil toneladas de CO² por ano

20 de maio de 2026

O Anel Viário Metropolitano de Goiânia prevê aproximadamente 44 quilômetros de pistas duplicadas para desafogar o tráfego da BR-153

O novo Anel Viário Metropolitano de Goiânia deve gerar uma economia anual superior a R$ 43,6 milhões e evitar a emissão de cerca de 15 mil toneladas de CO₂ por ano, segundo estimativas da Federação das Indústrias do Estado de Goiás. 

O projeto, que teve o anteprojeto aprovado pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes, é considerado estratégico para melhorar a logística e reduzir o chamado “Custo Brasil” em Goiás.

A proposta prevê aproximadamente 44 quilômetros de pistas duplicadas para desafogar o tráfego da BR-153 e conectar polos industriais de cidades como Goiânia, Aparecida de Goiânia, Senador Canedo e Goianápolis. 

Atualmente, o trecho urbano registra fluxo médio diário de cerca de 90 mil veículos, cenário que provoca congestionamentos, aumento no consumo de combustível e atrasos no transporte de cargas.

Estudos

Segundo o presidente da Fieg, André Rocha, os dados divulgados pela entidade foram elaborados com base em estudos técnicos sobre o tráfego atual da rodovia, considerando tempo de deslocamento, consumo de combustível, emissão de gases poluentes e custos logísticos.

“As projeções mostram que uma infraestrutura mais eficiente pode reduzir gastos com transporte, ampliar a competitividade e melhorar o ambiente para investimentos”, afirma.

A expectativa é que a velocidade média no trecho passe de 25 km/h para 70 km/h, reduzindo o sistema de “anda e para” que encarece o transporte e aumenta o desgaste das frotas. A projeção da Fieg aponta ainda uma economia líquida de 2,8 litros de combustível por veículo pesado, o que representaria mais de 17 mil litros economizados diariamente.

André Rocha: “As projeções mostram que uma infraestrutura mais eficiente pode reduzir gastos com transporte, ampliar a competitividade e melhorar o ambiente para investimentos

Impacto

Para André Rocha, a obra tem impacto direto na competitividade da indústria goiana, já que o Estado depende majoritariamente do transporte rodoviário para escoar produção e exportações.

“Hoje, o fluxo elevado na BR-153 gera lentidão, aumenta custos e impacta a logística. O Anel Viário busca melhorar essa circulação, reduzindo tempo de percurso e facilitando o transporte de cargas. Com uma logística mais eficiente, a indústria ganha competitividade, reduz custos operacionais e melhora a previsibilidade nas entregas”, destaca.

Além dos ganhos econômicos, a Fieg também aponta benefícios ambientais e de segurança viária. A redução no consumo de combustível deve diminuir a emissão de gases poluentes, enquanto a melhoria no fluxo tende a reduzir congestionamentos prolongados e riscos de acidentes.

“No aspecto ambiental, o impacto esperado é positivo, com redução no consumo de combustível e, consequentemente, menor emissão de gases poluentes. A melhoria no fluxo também tende a diminuir situações de congestionamento prolongado e contribuir para mais segurança viária”, completa André Rocha.

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