domingo, 24 de maio de 2026
Goiás tem o maior aeroporto privado em construção no Brasil

Goiás tem o maior aeroporto privado em construção no Brasil

Localizado às margens da GO-020 entre Goiânia e Bela Vista de Goiás o complexo voltado à aviação executiva deve ficar pronto em até 30 meses.

24 de maio de 2026

A pista de pouso é a segunda maior em operação em Goiás e já recebeu a homologação de funcionamento

A cidade de Bela Vista de Goiás, na Grande Goiânia, recebe um empreendimento voltado à aviação executiva. O Aeroparque Bela Vista, que é o maior aeroporto privado em construção no país, promete transformar o estado em um dos principais polos da aviação executiva nacional.

A pista de pouso, que é a segunda maior em operação em Goiás, atrás apenas do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia, recebeu homologação de funcionamento do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA).

Concebido no modelo de condomínio aeronáutico, o projeto foi planejado para atender exclusivamente aeronaves privadas e concentrar, em um único espaço, toda a cadeia de serviços do setor.

Aviação executiva

Centros autorizados de manutenção, montadoras de aeronaves, concessionárias, empresas de táxi aéreo, UTI aérea, FBO’s, abastecimento e manutenção especializada em motores, hélices e aviônicos estão entre as atividades já confirmadas.

“O conceito compreende um loteamento fechado 100% voltado para a aviação executiva, com empresas prestadoras de serviços dos mais variados segmentos dentro desse universo. É um verdadeiro centro de excelência”, explica Paulo Lemes, engenheiro, piloto e sócio da empresa Aeroplan, uma das responsáveis pelo desenvolvimento do projeto.

Localização

A escolha da localização seguiu critérios técnicos rigorosos. Segundo Lemes, a área às margens da GO-020, Km 32, reúne condições ideais, como topografia favorável, ventos predominantes adequados e ausência de restrições ao tráfego aéreo.

“Tinha que ser uma área de grandes proporções, com características técnicas que permitissem a construção de uma pista de grande porte. E encontramos isso nesse trecho entre Goiânia e Bela Vista”, afirma.

A área total do empreendimento chega a 4,2 milhões de metros quadrados, sendo cerca de 870 mil metros quadrados destinados ao aeroporto. Desse total, mais de 300 mil metros quadrados são áreas úteis voltadas à construção de hangares.

“Só em duas quadras, somamos mais de 300 mil metros quadrados de área útil. Isso evidencia a grandiosidade do projeto”, pontua Paulo Lemes.

Pista

Um dos principais diferenciais do Aeroparque é a pista de pouso e decolagem, com dois quilômetros de extensão e 30 metros de largura. Com isso, o empreendimento terá a segunda maior pista em operação em Goiás, ficando atrás apenas do Aeroporto Santa Genoveva, em Goiânia. Com a homologação, a dona do empreendimento prevê um pouso inaugural ainda na próxima semana.

“Em comprimento efetivo, será a segunda maior pista do estado. Isso permite operar 100% das aeronaves da aviação executiva. É simples: uma pista maior permite aviões maiores”, destaca Paulo Lemes.

Além da pista principal, o projeto inclui duas pistas auxiliares paralelas, destinadas ao taxiamento das aeronaves, o que garante maior fluidez e segurança nas operações. “Esse sistema otimiza o tráfego no solo e dá mais dinamismo, permitindo que aeronaves se movimentem sem interferir em pousos e decolagens”, explica.

Lançamento

Com obras iniciadas em maio de 2025, o Aeroparque já tem a pista principal pronta e avança agora na implantação das pistas auxiliares, vias internas e infraestrutura geral. A previsão é que o empreendimento seja totalmente concluído em cerca de 30 meses. Mas o lançamento oficial será realizado ainda neste primeiro semestre.

Apesar de não divulgar valores, Paulo garante que a obra conta apenas com recursos privados e descartou que o complexo será um aeroporto de cargas, como estava sendo divulgado anteriormente.

O modelo também garante segurança jurídica e operacional para empresas e proprietários de aeronaves. Cada operador poderá adquirir seu próprio espaço e desenvolver sua estrutura, em um ambiente com controle de acesso, segurança 24 horas e separação total entre tráfego de veículos e aeronaves.

“A operação se torna mais ágil, mais segura e com muito mais privacidade. É um ambiente controlado, pensado para as necessidades da aviação executiva do século XXI”, afirma.

“Goiânia já concentra uma grande quantidade de oficinas, centros de manutenção e formação de pilotos. Estamos no centro geográfico do país, o que facilita o deslocamento de aeronaves de todas as regiões. O Aeroparque vem para consolidar ainda mais essa vocação”, conclui Lemes.

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