
Os gastos das famílias com os veículos próprios em Goiás chegarão a R$ 42,4 bilhões até o final de 2026, comprometendo 13,8% do orçamento doméstico. O valor é 9,8% maior em relação ao ano passado, quando atingiu R$ 38,7 bilhões.
Goiás está em 7º lugar no ranking nacional, cuja liderança é do estado de São Paulo, que responderá por R$ 256 bilhões das despesas. Em seguida, vêm Minas Gerais (R$ 95,7 bilhões), Paraná (R$ 78 bilhões) e Rio de Janeiro (R$ 65,7 bilhões).
As informações são da Pesquisa IPC Maps, especializada em potencial de consumo nacional há mais de 30 anos, com base em fontes oficiais. No Brasil, o comprometimento será de R$ 939,6 bilhões, uma alta de 6,07% em relação a 2025.
Esse crescente volume de gastos na categoria vem se repetindo nos últimos seis anos, chegando a superar, inclusive, segmentos como alimentação e bebidas no domicílio, que representam R$ 750,4 bilhões ou 9,3% do orçamento doméstico no país.
Causas
Segundo Marcos Pazzini, responsável pelo estudo, esse comportamento pode ser explicado pela alta demanda, desde o início da Covid-19, por transportes via aplicativos e deliverys, tanto pelo consumidor, quanto pelos trabalhadores.
Neste cálculo, são levados em conta os desembolsos da população referentes à gasolina, álcool, consertos de veículos, estacionamentos, óleos, acessórios/peças, pneus, câmaras de ar e lubrificações/lavagens, além da aquisição de veículos.
Frota
Também em evolução está a frota de veículos, incluindo todos os tipos, entre automóveis, ônibus, caminhões, motos, etc. Enquanto em 2025 todo esse conjunto somava cerca de 126,4 milhões, a expectativa é de que, neste ano, tal balanço ultrapasse 131,6 milhões.
Com o consumo e a frota em crescimento, a quantidade de comércio e reparação também registra um aumento expressivo – em cerca de 10,7%. Do ano passado para cá, mais de 109 mil lojas foram abertas, totalizando atualmente 1,1 milhão de empresas automotivas no Brasil.