De acordo com o IBGE, taxa de desemprego caiu para 4%, e o número de pessoas com carteira assinada é recorde no estado

A taxa de desemprego em Goiás foi de 4% no segundo trimestre de 2026. É a menor registrada desde o quarto trimestre de 2013 (3,9%). Em números absolutos, a população desempregada no estado foi estimada em 164 mil pessoas, no segundo trimestre deste ano.
A informação consta da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar Contínua (PNAD Contínua), divulgada nesta sexta-feira (14) pelo IBGE. A pesquisa indica também queda tanto em relação ao trimestre imediatamente anterior (5,1%) quanto em relação ao mesmo trimestre de 2025 (4,4%).
Força de trabalho
Conforme o IBGE, Goiás possuía 4,05 milhões de pessoas na força de trabalho no segundo trimestre de 2026. Com estabilidade em relação ao trimestre anterior e em relação ao mesmo trimestre de 2025.
A força de trabalho é composta pelos ocupados (incluindo subocupados por insuficiência de horas) e desocupados. Já a taxa de desocupação é o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho durante o período analisado.
Informalidade
A taxa de informalidade no segundo trimestre de 2026 foi de 36,01%, representando um aumento de 34,2% em relação ao trimestre imediatamente anterior, quando foi registrada a menor taxa da série histórica da pesquisa, com início no 4º trimestre de 2015.
O percentual corresponde a 1,4 milhão de pessoas ocupadas em situação de informalidade na semana de referência da pesquisa. A taxa é o maior valor para a informalidade desde o 2º trimestre de 2024 no estado.
No Brasil, o índice foi de 37,4%, acima do goiano, como acontece desde o 1º trimestre de 2022. Com isso, estima-se um total de 38,6 milhões de indivíduos que atuam em condição de informalidade no país.
A taxa de informalidade considera as seguintes categorias: empregados no setor privado sem carteira de trabalho assinada; empregados domésticos sem carteira de trabalho assinada; empregadores sem registro no CNPJ; trabalhadores por conta própria sem registro no CNPJ; e trabalhadores familiares auxiliares.
Rendimento médio
Em Goiás, o rendimento médio no segundo trimestre de 2026 foi de R$ 3.946, valor superior ao registrado no Brasil (R$ 3.738) e também maior que o registrado no mesmo período de 2025 (R$ 3.618, 00).
O resultado nacional (R$ 3.738) aponta estabilidade estatística em relação ao último trimestre de 2025 (R$ 3.795), e também aumento de 2,8% perante o mesmo período de 2025 (R$ 3.635).
Ocupação por setor
Com 820 mil pessoas ocupadas, o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou a maior ocupação do mercado de trabalho goiano no segundo trimestre
A indústria goiana empregava 478 mil pessoas, registrando crescimento de 17,7%, no segundo trimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado
Na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, o número de pessoas ocupadas subiu 5,3% com um total de 647 mil trabalhadores.
Ocupação por setor
Com 867 mil pessoas ocupadas, o setor de comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas apresentou a maior ocupação do mercado de trabalho goiano no segundo trimestre. A indústria goiana empregava 481 mil trabalhadores.
A indústria goiana empregava 481 mil trabalhadores. Já a agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura registraram 273 mil pessoas
Na administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde humana e serviços sociais, o número de pessoas ocupadas chegou a 630 mil pessoas