quarta-feira, 23 de setembro de 2026
Registro de trabalhadores por conta própria é recorde

Registro de trabalhadores por conta própria é recorde

Em Goiás, no ano passado, conforme o IBGE, 34,5% desses trabalhadores atuavam em empreendimentos com CNPJ

23 de setembro de 2026

A pesquisa revelou que, no ano passado, 224 mil (7,1%) das pessoas ocupadas em Goiás trabalhavam no próprio domicílio de residência  

De acordo com o IBGE, 34,5% dos trabalhadores por conta própria em Goiás atuavam em empreendimentos registrados no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) em 2025.

O resultado é o maior da série histórica iniciada em 2012. Naquele ano, a proporção era 17,6%, o que representa aumento de 16,9 pontos percentuais. Em contrapartida, caiu de 82,4% para 65,5% o percentual de trabalhadores sem registro no CNPJ

Entre os estados, Goiás ficou na 6ª posição com esse resultado de 34,5% e acima da média nacional (27,1%). O estado ficou atrás apenas de Santa Catarina (41,4%), São Paulo (39,4%), Distrito Federal (36,8%), Rio Grande do Sul (36,6%) e Paraná (35,3%).

Os dados do IBGE também mostraram que Goiás contava com 1,075 milhão de pessoas na condição de empregador ou trabalhador por conta própria em 2025. Destes, 721 mil eram homens e 354 mil mulheres. 

Entre os empregadores goianos, 83,5% atuavam em empreendimentos registrados no CNPJ em 2025, maior que a média nacional. O resultado é o segundo maior da série histórica do estado, ficando atrás apenas dos 84,7% de 2023. Contando a partir de 2012, a proporção de empregadores com empreendimento registrado passou de 73,3% para 83,5%.

Sindicalização

No quesito sindicalização, Goiás tem um dos menores percentuais do país. No ano passado, apenas 4,8% estavam associados a sindicatos. O resultado está acima apenas de Rio de Janeiro (4,6%), Amazonas (4,2%), Roraima (4,1%) e Amapá (3,8%), além de estar abaixo da média nacional de 7,6%.

Desde o início da série, o número de sindicalização em Goiás está baixando. Em 2012, o percentual era de 9%. O resultado atual mostra uma queda de 4,2 pontos percentuais. O maior percentual foi registrado em 2014 (10,9%).

Cooperativas

Em 2025, 3,6% dos goianos empregadores ou trabalhadores por conta própria estavam associados a cooperativas de trabalho ou produção. Houve aumento de 0,8 pontos percentuais em relação a 2024. Entre os estados, o estado ocupa a 20ª posição empatado com o Ceará e abaixo da média nacional.

O maior percentual na série histórica foi em 2014, com 6,2%, único ano em que superou a média nacional. Em termos absolutos, 38 mil pessoas estavam associadas a cooperativas de trabalho ou produção em Goiás, 8 mil a mais do que em 2024. 

Home Office

A pesquisa revelou que, no ano passado, 224 mil (7,1%) das pessoas ocupadas em Goiás trabalhavam no próprio domicílio de residência, o chamado home office. O resultado representa uma queda considerando 2024, quando atingiu 7,7%. Entre os estados, Goiás ocupa a 17ª posição e abaixo da média nacional de 7,9%.

Os trabalhadores em home office aumentaram muito seu número desde o início da série histórica em 2012, quando o percentual era de 4,4%. Em números absolutos, o contingente passou de 108 mil pessoas para 2024 mil em 2025.

Além disso, a maioria dos ocupados em Goiás trabalhava em estabelecimento do próprio empreendimento em 2025 (59,3%). Em números absolutos, 1,87 milhão de pessoas. O segundo local de exercício do trabalho com maior percentual é o local designado pelo empregador, patrão ou freguês com 18,7% (590 mil pessoas), seguido por fazendas, sítios, granjas e outros locais rurais com 7,1% (223 mil).

Nível Superior

No ano passado, Goiás também bateu recorde de maior percentual de pessoas ocupadas com nível superior. São 23,1% no estado. No início da série, em 2012, era de apenas 11,8%. No ranking entre as unidades do país, Goiás está na 14ª posição, ainda abaixo da média nacional, de 24,9%.

Segundo o IBGE, Goiânia tem o 2º menor percentual de trabalhadores noturnos entre as capitais, com 5%

Trabalhos noturnos

Segundo o IBGE, Goiânia tem o 2º menor percentual de trabalhadores noturnos entre as capitais, com 5%. Apenas Belém, com 4,4%, tem percentual menor. Campo Grande também conta com os mesmos 5% de Goiânia. 

Levando em conta todo o estado, o percentual de ocupados que trabalhavam de noite foi de 6,3% em 2025, abaixo da média nacional. Em termos absolutos, isso representa 241 mil pessoas entre os 3,862 milhões de ocupados no estado. Entre os homens goianos, 7,0% trabalhavam em turno noturno ou parcialmente noturno, ante 5,3% entre as mulheres.

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